Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

A República de Platão

Trabalho por Rafael, estudante de Filosofia @ , Em 02/10/2006

5

Tamanho da fonte: a- A+

A República de Platão


1. INTRODUÇÃO

A República de Platão é uma obra bastante longa, que deveria ser, originariamente, dividida em várias partes, divisão esta que não foi conhecida. A repartição em seis livros, adotada na Antiguidade, deve-se provavelmente a Aristófanes de Bizâncio, e a em dez livros ao filósofo e gramático Trasilo, sendo esta seguida pelos editores modernos.

Existem cinco partes principais:

1) O livro I é uma espécie de prólogo em cujo transcurso o problema da justiça é colocado em seus termos mais simples, tal como aparece nas transações da vida corrente. A este problema, diversas soluções são propostas: a da gente de bem, a dos sofistas etc.; sendo fácil demonstrar suas insuficiências. O que convém, que recorramos a um método mais exato.

2) Os livros II, III e IV tem por objeto definir a justiça, estudando-a na cidade perfeita. Ora, como não se encontra semelhante cidade nem na história, nem na realidade presente, cumpre funda-la completamente na imaginação.

3) Os livros V, VI e VII, estudar-se-ão a particularidade de sua organização, seu governo, as qualidades requeridas a seus magistrados, e estabelecer-se-á, para a formação destes últimos, um plano completo de educação.

4) Nos livros VIII - IX, vemos que as vantagens da justiça não assumirão todo o valor se não forem opostas aos malefícios provenientes da injustiça. Depois de descrita a cidade justa, é necessário, pois correr os olhos sobre as cidades injustas, e estudar os males que, através de uma série de quedas, as conduzem à ruína. Na alma humana, tais males têm as mesmas causas e provocam as mesmas degradações.

Sendo a justiça inseparável da ciência, convém coordenar para sempre a poesia e as artes que nos mostram, das coisas, apenas uma imagem vã e nos enganam acerca do verdadeiro ser destas coisas.

5) No livro X, após desfrutar da felicidade que a posse da sabedoria proporciona neste

mundo, a alma justa receberá, nos Campos Elísios, recompensas dignas de sua natureza, e prosseguirá na via ascendente a seu imortal destino.

Neste trabalho faremos um breve resumo sobre os capítulos desta belíssima obra. Porém, para tanto, é importante saber um pouco mais sobre quem foi Platão.


2. SOBRE PLATÃO

Platão, cujo verdadeiro nome era Aristócles, nasceu em Atenas, em 428/427 a.C., e lá morreu em 347 a.C. Platão é um nome que, segundo alguns, derivou de seu vigor físico e da largueza de seus ombros (platos significa largueza). Ele era filho de uma abastada família, aparentada com famosos políticos importantes, por isso não espanta que a primeira paixão de Platão tenha sido a política. Inicialmente, Platão parece ter sido discípulo de Crátilo, seguidor de Heráclito, um dos grandes filósofos pré-Socráticos. Posteriormente, Platão entra em contato com Sócrates, tornando-se seu discípulo, com aproximadamente vinte anos de idade e com o objetivo de se preparar melhor para a vida política. Mas os acontecimentos acabariam por orientar sua vida para a filosofia como a finalidade de sua vida.

Platão tinha cerca de vinte e nove anos quando Sócrates foi condenado à beber o cálice de cicuta . Ele havia acompanhado de perto o processo de seu mestre, e o relata na Apologia de Sócrates. O fato de Atenas, a mais iluminada das cidades-estados gregas, ter condenado à morte "o mais sábio e o mais justo dos homens" - como falara mediunicamente o oráculo de Apolo, em Delfos - lhe deixou marcas profundas que determinariam as linhas mestras de toda a sua atividade de filósofo.

Platão foi o responsável pela formulação de uma nova ciência, ou, para ser mais exato, de uma nova maneira de pensar e perceber o mundo. Este ponto fundamental consiste na descoberta de uma realidade causal supra-sensível, não material, antes apenas esboçada e não muito