EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES
1. INTRODUÇÃO
A teoria da evolução afirma que as espécies atuais descendem de outras espécies que sofreram modificações, através dos tempos.
Os ancestrais das espécies atualmente existentes são considerados descendentes de predecessores diferentes deles, e assim por diante, a partir de organismos precursores, extremamente primitivos e desconhecidos. O evolucionismo prega o transformismo, explica a grande diversidade de formas de vida e rejeita o fixismo, segundo o qual o número de espécies é fixo e elas não sofrem modificações.
2. EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO
Quais são as evidências do processo evolutivo?
Tais evidências, que passaremos a analisar, podem ser resumidas em:
2.1. Anatomia Comparada
O estudo comparado da anatomia de animais e vegetais mostra a existência de um padrão fundamental similar, na estrutura dos sistemas de órgãos. Os sistemas esquelético, circulatório e excretor constituem um ótimo exemplo disto, através das homologias. Dizemos que, dois ou mais órgãos são homólogos quando têm a mesma origem embrionária e estrutura semelhante, podendo a função ser a mesma ou não.
Apesar de superficialmente diferentes, uma nadadeira de balela, uma asa de ave, uma asa de morcego, uma pata de gato, uma pata anterior de cavalo e a mão e o braço humanos são órgãos homólogos. Em cada um deles aparece quase o mesmo número de ossos, músculos, nervos e vasos sangüíneos, ordenadas segundo um mesmo padrão e com grande similaridade no desenvolvimento embrionário.
A razão de homologia seria que os diferentes organismos teriam uma origem evolutiva comum: quanto mais recente o ancestral, maior a semelhança estrutural. Sob a ação do ambiente, pode haver modificações, mas a estrutura fundamental permanecera.
Outra evidência evolutiva, fornecida pela anatomia comparada é a existência dos órgãos vestigiais. Existem vestígios ou rudimentos de órgãos que representam restos inúteis de estruturas de órgãos que são grandes e funcionais em alguns outros animais. No corpo humano existem vários órgãos vestigiais, entre os quais citaremos: o apêndice vermiforme, o cóccix, e a prega semilunar. O apêndice vermiforme é uma curta expansão, que se localiza na região onde o intestino grosso se liga ao delgado. Trata-se de um vestígio do volumoso ceco, existente nos herbívoros. Os volumosos cecos dos mamíferos herbívoros armazenam o alimento, enquanto sobre ele se exerce a ação bacteriana, para a digestão da celulose.
No homem, a coluna vertebral termina no cóccix, um osso recurvado formado por vértebras fusionadas, que é um vestígio da cauda, existente em numerosos mamíferos.
2.2. Embriologia Comparada
Animais de espécie diferentes, quando na fase embrionária, são muitos semelhantes. Quanto maior a semelhança entre os adultos de espécies diferentes, mais prolongada a fase embrionária comum. Assim é que os embriões de um peixe, anfíbio, réptil, ave, mamífero e do homem tem bolsas branquiais e cauda; a explicação é que nós descendemos de animais em que tais órgãos eram funcionais.
2.3. Bioquímica
O estudo da bioquímica comparada revela a grande semelhança entre proteínas do sangue de vários mamíferos. As revelações protóicas do sangue, mais próximas de humanos são, em ordem decrescente, os grandes gorilas, os macacos do Velho Mundo, Os macacos de cauda prênsil do Novo Mundo e os tarsióides, primatas mais primitivos.
Os peixes eliminam amônia, os anfíbios eliminam uréia e os répteis, ácido úrico. Já um embrião de ave elimina amônia inicialmente, uréia em uma época posterior e, finalmente, ácido úrico; é uma repetição do metabolismo nitrogenado filogenético.
2.4. Fósseis
Paleontologia é a ciência que estuda os fósseis, isto é, restos ou vestígios de animais ou de vegetais que viveram antes dos tempos históricos a que se conservaram nas rochas.
Assim, são fósseis não apenas partes de esqueletos que foram preservadas, mas também, pegadas de animais conservadas em
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