Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


A Educação pela Contra-Educação

Trabalho por Ricardo Guarnieri, estudante de Filosofia @ , Em 12/06/2005

5

Tamanho da fonte: a- A+

A Educação Pela Contra-Educação


1. INTRODUÇÃO

Educação não é mais para uns poucos privilegiados, aqueles que nasceram no famoso berço de ouro. Hoje a realidade é totalmente diferente, o Estado e seus governantes perceberam quanto prejuízo pode acumular uma nação que não investe na educação do seu povo, sendo assim universalizou a educação, porém, apenas universalizou.

A maior prova disso são os chamados países de primeiro mundo, somente estão presentes nessa condição hoje, porque no passado olhou para educação como investimento, e não despesa. Ao contrário dos países do terceiro mundo, ou melhor, os subdesenvolvidos, sempre burlaram os orçamentos da educação, com desculpas não muito satisfatórias, seja pela falta de competência, ou, como estamos vendo agora, isto é, a bola da vez é o superávit, e a educação vai ficando para o futuro do país.

Diante de tudo isso, fica claro e evidente que o problema do Brasil é a sua falta de seriedade nos investimentos em educação, sem falar da falta de continuidade nos projetos que na teoria são bem formulados, mas que muitas vezes acabam nos gabinetes, e quando não, apenas nos debates acadêmicos.

Porém, a meu ver, o grande problema ainda está por se discutir, e quem sabe não repensarmos uma outra direção, afinal estamos assistindo a derrocada de muitas sociedades consideradas satisfeitas nos quesitos educação, tecnologia e economia, e ainda assim, apresentando uma grande insatisfação quando questionados sobre a felicidade.

Parece-me, esse ser o ponto central nessa discussão, ou seja, como a educação poderá contribuir para a felicidade do ser humano?

É óbvio que não estou propondo a pobreza e a ignorância como alternativa a esse surto existencial das nações mais ricas e educadas, mas talvez esse modelo de educação tão defendida por grandes autoridades, intelectuais, instituições como a ONU, a própria FAPESP avalizando e defendendo unanimemente o investimento pesado em tecnologia como única alternativa para melhorar a distribuição de renda, talvez não seja esse o melhor caminho.¹

Diante desse panorama, tudo leva crer que a hipótese mais verdadeira seria dizer que felicidade e o desenvolvimento econômico não crítico, em nada será útil para a vida mais feliz. O objetivo é justamente esse, isto é, precisamos entender porque economia abundante, educação e tecnologia de ponta, não estão garantindo a plena felicidade do ser humano do século XXI . Será que isso algum dia foi uma garantia?

Para tanto, analisamos os dados primários sobre a felicidade com suporte em pesquisa bibliográfica, como método de pesquisa e conclusão.


2. Educação: Qual a sua verdade?

Esse é o grande paradoxo da sociedade contemporânea, isto é, nunca tivemos tantas pessoas em quantidade e totalidade dentro da escola, mas nem por isso estamos conseguindo resolver nossos problemas econômicos e existenciais.

Pensava-se num passado não tão longe, que a simples superação da obscurantismo pela razão, o ser humano alcançaria a mais pura realização, porém não é isso que estamos vendo acontecer, talvez o projeto iluminista², não tenha conseguido tanta luz na imensa escuridão que ronda a vida humana.

Ainda assim, é o conceito iluminista que predomina as grandes ações da educação, isso fica muito evidente, quando vemos que empresas estão investindo muito mais em qualificações do seu pessoal, do que o Estado investe na construção do seu cidadão livre e pensador, e para isso elas fazem uso do conceito educação.

Também estamos vendo a própria educação defendendo os pilares de mercado, ou seja, pesquisadores da área em defesa desse modelo. É claro que não estou defendendo a não participação do mercado, porém precisamos mais do cidadão reflexivo, e não, aquele que busca apenas uma extensão aos seus valores,