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A Ética no Brasil

Trabalho por Ednaldo Vieira Soares, estudante de Filosofia @ , Em 02/04/2005

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A ÉTICA NO BRASIL


Introdução

Este trabalho abordará sobre a importância da ética. Vai destacar uma delimitação do campo ético, dos elementos que constituem o campo ético, e depois veremos a relação entre o ético e o social, o ético e o político e para finalizar se existe ou não ética no Brasil.


Desenvolvimento

Para que possamos falar sobre ética no Brasil devemos antes de tudo explicar o que e Ética. Pois bem a palavra ética tem uma dupla derivação. Ela vem de duas palavras gregas escritas com uma diferença de vogal uma delas, escrita com uma vogal breve, a outra, com uma vogal longa, mas pronunciadas, pelo menos em português, da mesma maneira é a palavra ethos. Ethos significa, numa de suas grafias, o caráter a constituição interior, seja psíquica ou física, e as disposições interiores de um ser humano para a ação e para uma ação determinada, a ação virtuosa. Na outra grafia, a palavras ethos significa o conjunto de costumes do grupo social, aquilo que vai corresponder em latim a "mores" isto é, aos costumes enquanto costume de uma comunidade, que oferece a si mesma certos fins que consideram bons. Bem diante disto podemos destacar alguns elementos que constituem o campo ético, o primeiro elemento do campo ético, portanto é a subjetividade ética, isto é, o sujeito moral como agente dotado de consciência e de vontade, ou seja, dotado de razão e liberdade, o segundo elemento que constitui o campo ético é o conteúdo do ato ético, o conteúdo do ato moral. Esse conteúdo é dado por um conjunto de valores. Isto é, a vida ética transforma os objetos, os lugares, os tempos, os outros seres vivos, os seres humanos, porque o conjunto de valores atribuídos ao ato moral constitui o espaço e o tempo no qual o ato do agente se realiza. Ele se realiza a partir de valores, em nome de valores e apara realizar valores. Os valores são principio, meio e fim da ação moral, e a relação entre meios e fins são a terceira componente do campo ético, porque na ética os meios têm que ser tão ético quanto os fins. Ou seja, na ética os fins não justificam os meios.Os fins determinam a própria qualidade dos meios. A própria relação entre meios e fins é, na ética, uma relação de valor ético.

Ou seja, tem que haver proporção entre o fim proposto para ação e os meios para realizá-la. Uma ação que se proponha a ser justa não pode se realizar por meios injustos: uma ação que disponha a ser solidária não pode se realizar por meios egoísticos; uma ação que aposte na liberdade não pode ser realizar por meios coercitivos. Há, portanto, no campo ético, identidade de qualidade entre meios e fins. E o quarto componente do campo ético e a situação, porque nós não escolhemos a nossa situação, nós não somos autores contínuos da nossa situação de vida. Ela é tecida numa urdidura e numa trama de casos e contingências, de acidentes que fazem com que o campo ético seja um campo que exige continuamente da parte do sujeito, o ato da deliberação e da escolha. Assim, o universo ético não é regido por uma necessidade tal que nos permita estabelecer, já no ponto de partida, um conjunto de leis, um conjunto de regras, um conjunto de normas e fazer com que a nossa vida ética funcione de forma automática pelo contrário, nós somos submetidos ininterruptamente pelas condições históricas política, pelas condições econômica e sócias, pelas nossas condições subjetivas e pelas relações de intersubjetividade.

Nós somos submetidos ininterruptamente á contingência e ao acaso que exigem de nós não só uma deliberação continua uma escolha contínua, mas a recriação continua dos