A ANGELOLOGIA E SUA RELEVÂNCIA PARA A IGREJA
Recife, Outubro / 1998
DEDICATÓRIA
Dedico o presente trabalho a meus pais Jemima Rodrigues Rafael e Eliel Rafael da Silva (in memorian) pelo incentivo e motivação durante todo o curso.
Ao Reverendo Ezequiel Fragoso Vieira, fiel exemplo de ministro do Senhor.
AGRADECIMENTOS
A Deus,
pelo dom da vida e por sua fidelidade , dando-me vigor para prosseguir na conquista de meus objetivos;
Ao Rev. Glenn Thomas Every-Clayton,
pela paciência na orientação desta pesquisa;
Aos professores,
que contribuíram em minha formação acadêmica;
Aos familiares, em especial minhas tias Emivanete, Emirtes e Elyude,
que souberam dar uma palavra de animo quando as adversidades pareciam vitoriosas;
Aos colegas e amigos,
pelas orações e palavras de encorajamento;
A Angela, Luciana, Leila, Liliane e Liliam,
minha segunda família nas terras do leão do norte;
A minha mãe e meus irmãos,
pelo carinho, compreensão e afeto que me dedicaram sempre;
Ao STCN,
pela oportunidade do curso.
INTRODUÇÃO
As Escrituras atestam a existência de seres espirituais que habitam a esfera celestial, e que são meios através das quais Deus opera no mundo material.
É extraordinário a busca que sempre ocorreu em todo o curso da história humana por seres que servem como ponte entre o sagrado e o profano. Hoje esta busca se intensifica por conta do progresso científico e da crise que assola a humanidade: o homem procura Deus nos anjos, sem dúvida alguma uma das mais belas de Suas criaturas. Porém, enchem a angelologia de abusos e desrespeitam o que as Escrituras afirmam sobre a disciplina.
A igreja em geral nem imagina a importância destes seres que são usados por Deus "para ministrar em favor daqueles que herdaram a vida eterna". A Escritura nos garante que um dia, será removido de nossos olhos "o véu de separação" entre o visível e o invisível. Então, a partir daí, poderemos ver e conhecer em toda a plenitude a atuação que os anjos nos dedicaram (I Cor.13.12).
A crença em tais mensageiros é de caráter universal! filósofos, poetas, historiadores, teólogos, etc. freqüentemente falaram no ministério dos anjos.
Este trabalho não tem como objetivo provar a existência dos anjos, pois a Escritura descreve-os como seres reais, como algo patente e definido, queremos apresentar o que cremos com base na Bíblia Sagrada acerca desta doutrina denominada angelologia. Esta existência supracitada como fator real, não é desconhecida no meio protestante, todos afirmam que ela é indiscutível. Mas a mesma não sofre um conhecimento que vise abranger a realidade bíblica, em contrapartida os movimentos esotéricos e a própria sociedade tem produzido uma angelologia estranha a Escritura. Devido ao não conhecimento desta doutrina, os fiéis sofrem sem qualquer resistência aos assédios destas idéias lançadas por estes movimentos.
É necessário deixarmos os preconceitos forjados contra este assunto, pelo fato destes seres não serem visíveis e palpáveis. Quem despreza essa doutrina, objeto revelado das Sagradas Escrituras, despreza não somente a veracidade das mesmas, mas a própria Palavra de Deus e quem assim o faz, rejeita o próprio Cristo
I. COMO ESTE ASSUNTO TEM SIDO TRATADO.
Somos herdeiros de uma cultura materialista e desiludida, que questiona a existência de anjos; por outro lado, não faltam aqueles que criam uma angelologia estranha à Escritura. Karl Rahner escreveu que os anjos "não são concorrentes de Deus, mas suas criaturas". Quem são, então, os anjos? E em que se baseia a nossa crença em sua existência? Quando professamos o credo Niceno-Constantinopolitano, vemos que somos herdeiros de uma fé que remonta
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