A Atividade de Relações Públicas no Brasil
INTRODUÇÃO
Quem acha que o profissional de relações públicas estuda quatro anos somente para promover festinhas, está mal informado. Realmente, antes, essa especialização era mais focada em eventos da natureza social, porém ao longo dos últimos anos essa profissão vem mudando muito. É uma função cada vez mais crucial para a estratégia de marketing e comunicação das empresas. Mais do que simplesmente zelar pela imagem de uma organização, o profissional de relações públicas está capacitado para orientar a formação da política de comunicação, tanto interna quanto externa, o que envolve contatos com a mídia, o governo, os concorrentes e o público em geral. É uma iniciativa que visa a criação de laços com a comunidade e que trabalha para que isso seja feito da melhor maneira possível.
Junto com outros profissionais, o RP tem entre suas missões consolidar a marca corporativa da organização ou instituição. Esse conceito abrange sua função, seu objetivo e sua posição no mercado e na sociedade. Para tal, elabora estudos e avaliações de público-alvo, executa pesquisas de opinião e campanhas institucionais. Também coordena publicações internas, organiza eventos e elabora planejamento estratégico de uma entidade pública ou privada. Outra função do profissional de relações públicas, é orientar e assessorar dirigentes de empresas na resolução de problemas institucionais, que influem no posicionamento de uma instituição ou organização perante a opinião pública. Nessa esfera particular, ele também oferece grande contribuição, até mesmo na formação de imagens, um serviço muito procurado por políticos e artistas.
O sucesso da profissão depende, em grande parte, da habilidade para relacionar-se em equipe e em sociedade. Deve-se criar vínculos que facilitem a tarefa, abrindo canais de comunicação sempre que preciso. Habilidades de gerência, informática e internet, completam o quadro, além do domínio de línguas estrangeiras, que é fundamental para ser um bom profissional.
HISTÓRIA
Em 1867, a expressão "Relações Públicas apareceu pela primeira vez em documento oficial nos Estados Unidos, na Civil Service Comission, do Departamento de Agricultura dos EUA, em Washington. Com o passar de alguns anos, o desenvolvimento do jornalismo e o aperfeiçoamento da imprensa, fizeram com que surgissem novas técnicas de divulgação de campanhas políticas. Visavam conquistar novos eleitores e "educar" os imigrantes. Com isso a profissão de Relações Públicas foi conquistando, em cada dia da história, o seu lugar. As empresas privadas dos EUA, por volta de 1900, se dedicaram ao aperfeiçoamento das relações com seus públicos e por isso investiram mais neste setor.
Como principal percursor dessa atividade, podemos citar o jornalista Ivy Ledbetter Lee, que construiu a terceira empresa de relações públicas dos EUA. Depois de abandonar sua profissão de jornalista, Ivy Lee instalou-se como assessor de relações públicas na cidade de Nova York, em 1906. seu primeiro cliente foi a "Pennsylvania Railroad". Ele ficou encarregado de apresentar esta empresa ao público. Já em 1914, desenvolveu atividades como consultor pessoal de John D. Rockfeller. Nessa tarefa ele obteu um grande sucesso, uma vez que conseguiu alterar a imagem pública de John.
Com todo o desenvolvimento e sucesso desta atividade, até o presidente dos EUA, em 1933, Franklin D. Roosevelt, recorreu às Relações Públicas para conquistar a opinião pública norte americana, abalada com a grande depressão, e lançar seu new deal.
A prática das Relações Públicas passou a se desenvolver como profissão e as grandes e pequenas empresas passaram a dar, cada vez mais, importância a este assunto. Atualmente, as suas técnicas são utilizadas nas mais diversas instituições: empresas, governo, sindicatos e instituições sociais.
NO BRASIL
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