UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO
PROJETO EXPERIMENTAL EM RELAÇÕES PÚBLICAS MONOGRAFIA
IMAGENS DE MULHER ESTAMPADAS EM REVISTA
Uma análise de conteúdo da revista Nova
Verônica Mandagará de Souza
Porto Alegre
2008
RESUMO
Este trabalho tem o objetivo de identificar as diferentes imagens de mulher inseridas na sociedade bras
Esta monografia tem por objetivo investigar a representação das mulheres no Jornal
Evangélico Luterano Jorev , em sua seção Gente Luterana. Este objetivo é realizado através da análise de sete edições da Gente Luterana, de junho/julho de 2005 a junho/julho de
2006. As análises levam em conta o enfoque dos estudos de gênero, a trajetória e os objetivos do Jorev, a participação e a condição femininas na IECLB e uma visão de como as mulheres são normalmente retratadas pelos jornais. A metodologia utilizada é a análise de conteúdo. O
resultado obtido é a verificação de que a seção representa as mulheres como atuantes em diversos espaços de engajamento na Igreja, não privilegiando apenas um deles.
PALAVRAS-CHAVE: Mulheres; IECLB; jornal.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. IECLB
2.1. Formação da IECLB
2.2. Jorev Jornal Evangélico Luterano
2.3. Gente Luterana
2.4. Mulheres na IECLB16
3. GÊNERO
4. METODOLOGIA
5. ANÁLISE DAS EDIÇÕES DA SEÇÃO GENTE LUTERANA
5.1. Análise da edição de jun./jul. de 2005
5.2. Análise da edição de ago./set. de 2005
5.3. Análise da edição de out./nov. de 2005
5.4. Análise da edição de dez. de 2005/jan. de 2006
5.5. Análise da edição de fev./mar. de 2006
5.6. Análise da edição de abr./maio de 2006
5.7. Análise da edição de jun./jul. de 2006
5.8. Análise geral
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
ANEXOS
INTRODUÇÃO
Ao longo da historia do ocidente o papel atribuído à mulher na vida social, produtiva e cultural sofreu modificações. A inserção das mulheres na vida produtiva, com o advento da revolução industrial, propiciou o alargamento dos horizontes de inserção da mesma na sociedade e de seus laços sociais.
Em cada momento histórico especifico são atribuídos papéis sociais diferentes às mulheres, portadores de um ou mais discursos sobre o que é ser mulher. Apesar de os discursos serem diferentes nem sempre há uma relação de negação entre os estereótipos. É possível perceber no estereótipo da mulher moderna, traços que são típicos dos períodos anteriores à revolução sexual, como a dependência da figura masculina.
Os papéis sociais são transmitidos, principalmente, através da Educação, tradicionalmente fornecidos pela família e pela escola. Com o desenvolvimento e expansão dos meios de comunicação a mídia passou a ter um importante papel tanto na construção quanto na difusão de modelos de ser e estar no mundo.
Para elaboração deste trabalho, torna-se necessário problematizar a questão do feminino e também as transformações sociais, comportamentais e produtivas da mulher na sociedade. Este embasamento teórico será construído, principalmente, através do olhar de Gilles Lipovetsky. Serão abordados também outros autores, com o objetivo de fornecer mais dados à discussão, e promover uma mesma análise sob diversos enfoques.
Minha proposta é identificar as imagens associadas à mulher e veiculadas pela revista Nova, a partir do seu lançamento, e como elas acompanharam as transformações sociais, comportamentais e produtivas da mulher na sociedade brasileira. Ainda pretendo descrever estas transformações relacionando-as com as transformações sociais amplas, como a inserção da mulher no mercado de trabalho e sua construção como sujeito independente e desejoso. Desta forma, faz-se necessário delinear, em linhas gerais, o panorama histórico do Brasil, entre os séculos XIX e XX, até chegar ao século XXI, no ano de 2008, destacando o período entre 1973-2008, selecionado para essa pesquisa.
O primeiro editorial do Espelho Diamantino em 1827, afirmava que a revista serviria para pretender manter as mulheres
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