Jornalismo e Ciencia da Linguagem
Idéias Principais
A autora comenta que " antes de informar ou registrar, antes de ser discutido por meio de categorias como universalidade, atualidade ou difusão o jornalismo é ele próprio um fato de língua.
As idéias do autor estão centradas na investigação, nas formas e nas funções da linguagem jornalística.
Ciências do linguagem é a forma de pesquisar o fazer jornalístico. Já que este possui o papel importante como instituição social.
A prática jornalística e entendida então como aquela que organiza discurcivamente as hierarquias do espaço social.
Ciências da linguagem é basicamente um roteiro para leitura de jornais, revistas e impressos.
Parte 1 - Ciências da Linguagem
A ) Língua , instituição social
Entende-se como as reflexões que marcaram nosso século, da convergência dos segmentos do saber ao questionamentos de suas instalações, no que se refere ao âmbito simbólico.
O fazer jornalístico está ligado na questões da linguagem.
Três conceitos da noção de língua:
Conceitos analíticos
b) Signo - Como unidade constituinte da língua.
Significado - Conceito idéia evocada do signo
Significante - Definido como a materialização, seja ela impressão psíquica, gestualidade, forma escrita, etc.
1º ângulo - significante x referente
2º ângulo - significante x significado
3º ângulo - significado x referente
Desta triangulação entre seus elementos é que aparecem as noções de: semiose infinita
Atos da fala // Apresentação do mundo
c) Sistemas de diferenças
O conceito de signo " sistemas" é agora dimensionado pelo de diferença.
Diferença - O signo se coloca como signo porque nada pode ser momento ou entrar para o campo do símbolo se antes não for compreendido como diferente daquilo pelo qual ela vale.
oposição // posição - no sistemas é o nome dado á diferença que se mostrarão nos lugares de um ponto a outro dentro do sistemas, ou seja por posição.
As mesmas palavras podem ser usadas com diferentes significados.
d) A língua, instituição social.
Distingui-se por vários traços das outras instituições políticas, jurídicas, etc.
A língua não pode, pois equipar-se a um contrato puro e simples e é justamente por esse lado que o estudo do signo lingüistico se faz interessante; pois, se quiser demostrar que lei admitida numa coletividade é algo que se suporta e não uma regra livremente consentida, a língua é a que oferece a prova concludente disso. ( Saussure, 12º edição:139 )
2) Discurso Jornalístico e função testemunhal
Jornalismo um fato de língua, assim devemos faze-lo para que o jornalismo exerça seu papel - função - principal que é o de organizar discursivamente.
Em que tese exerce essa função organizadora.
3) O real e a construção discursiva
Este discurso é sem dúvida o único onde o referente é visado como exterior ao discurso, sem que jamais seja, entretanto, possível atingi-lo fora do discurso. É preciso, portanto perguntar-se com mais precisão qual é o lugar do real na estrutura discursiva. ( Barthes, 1982:20)
a) Na origem, a diferença - É a idéia de definições por posições e aposições portanto a idéia da diferença como determinante da possibilidade de signos e suas relações
b) real e realidade - Metáfora, onde Lacan dizia que - real é aí, um nada, mas como nada ainda assim inscrito, uma zona de samba sempre distendida retraindo-se à incisão luminosa.
Realidade - é o que nós advém do simbólico
Ferramenta