A comunicação e cultura organizacionais diante das interfaces do terceiro setor – Ong’s de arte e cultura do Brasil
Universidade do Sagrado Coração
2006
Resumo
O presente trabalho se iniciou através da percepção sobre a importância de organizações do terceiro setor estar inseridas no aspecto comunicacional vigente em empresas públicas e privadas. Sabe-se do constante crescimento dessas instituições sem fins lucrativos, sendo assim, o objetivo que norteia o estudo deu-se principalmente através da necessidade de tratar a comunicação das Ong’s com a mesma visão dos outros setores, pensando sempre que existem pessoas voluntárias e funcionários colaboradores que precisam entender a comunicação da organização como um todo, bem como sua cultura enraizada a partir de sua criação. Os projetos escolhidos para maior análise, referem-se à arte e cultura.
Palavras-chave: Terceiro Setor, Comunicação e cultura organizacionais e projetos de arte e cultura.
Pós-Graduanda em Comunicação nas Organizações pela Universidade do Sagrado Coração
1 Introdução
Na década de noventa, o Terceiro setor surge como portador de uma nova e grande promessa: a renovação do espaço público, o resgate da solidariedade e da cidadania, a humanização do capitalismo e, se possível, a superação da pobreza. (LEITE, 2003 apud FALCONER, 1999, p.2)
No Brasil e no mundo, nas décadas de hoje, organizações do terceiro setor vêm proporcionando uma grande oportunidade para pessoas que possuem interesse em diversas causas, no Brasil as que de maior ocorrência destinam-se às sociais e ambientais, devido a sua ainda, mesmo no cenário globalizado em que vivemos, preocupante segregação de pessoas, e também pela pouca preservação de sua terra que esbanja tamanha riqueza para seu povo.
Optou-se pelo tema tendo em vista que muito vêm sendo estudado sobre o mesmo, porém o enfoque da comunicação dentro da organização estabelecendo correlações com seus valores e crenças instituídos ainda deixa a desejar no âmbito de uma forma geral.
Pelo fato do próprio nome “organizações sem fins lucrativos” literalmente dizer que não há interesse no lucro e nem concorrência por “fatias de mercado”, faz com que pessoas pensem que o trabalho desenvolvido não deve ser levado em consideração como uma empresa lucrativa ou governamental. No entanto há pessoas que se especializam e pretendem trabalhar com isso pelo resto de suas vidas, sejam que forma voluntária ou como funcionário.
A comunicação apresentada na organização e também sua cultura de valores e crenças fazem com que muito seja avançado no que se diz respeito em otimização do trabalho e relacionamentos através de equipes. Empresas trabalham a gestão de pessoas, e algumas instituições já estão em busca de implantação de gestões e gerenciamentos como organizações.
Uma das dificuldades que pode ser apontada é o fato de responsáveis pelas Ong’s dependerem muitas vezes de voluntários, em que os mesmo não se comprometem com o trabalho designado. A princípio o mais interessante seria que instituições sem fins lucrativos caminham-se por meio de trabalhos voluntários, visto que pessoas não faltam que gostam de ajudar, mas se comprometer com determinadas atividades faz com que muitos se afastem deixando a opção que transmite mais confiança e sendo mais fácil ter funcionários como empresas dos outros setores.
Entretanto, mais oportunidades de empregos estão aparecendo para aqueles que buscam trabalhos no terceiro setor. Complementando esse crescimento e esse novo nicho de geração de renda, muitas linhas de atuação foram criadas e ainda estão sendo desenvolvidas para as questões das organizações sem fins lucrativos.
Terceiro setor, entre todas as expressões em uso, é o termo que vem encontrando maior aceitação para designar o conjunto de iniciativas provenientes da sociedade, voltadas, à produção de bens públicos, como, por exemplo, a conscientização para os direitos da cidadania, a prevenção de doenças transmissíveis ou a organização de ligas esportivas. Apesar de tender
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