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Rádio

Trabalho por Marieliza Dagostim, estudante de Comunicação @ , Em 22/04/2003

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RÁDIO


INTRODUÇÃO

Histórico do Rádio no Brasil

O Rio de Janeiro é considerada a primeira cidade brasileira a instalar oficialmente uma emissora de rádio. A inauguração ocorreu com um discurso do presidente Epitácio Pessoa, seguido da ópera O Guarani, em sete de setembro de 1922, como parte das comemorações do Centenário da Independência. Foram importados especialmente para a ocasião 80 rádios, para que as famílias mais abastadas pudessem ouvir à inauguração.

Antes disso, porém, experiências foram feitas por alguns amadores.

Documentos provam que o rádio, no Brasil, nasceu em Recife, no dia seis de abril de 1919, quando com um transmissor importado da França, foi inaugurada por Oscar Moreira Pinto a Rádio Clube de Pernambuco. Ele depois se associou a Augusto Pereira e João Cardoso Ayres.

Mas, a instalação oficial da radiofusão no nosso país deu-se em 20 de abril de 1923, com o funcionamento da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, de caráter educativo, fundada por Roquette Pinto e Henry Morize.

O rádio nasceu como meio de comunicação da elite: dirigia-se a quem tivesse poder aquisitivo para mandar buscar do exterior os aparelhos receptores.

No início, ouvia-se óperas - com discos emprestados pelos próprios ouvintes -, recitais de poesias, consertos, palestras culturais, dentre outros. Uma programação seleta, apesar de Roquette Pinto estar convencido, desde o inicio de que o rádio transformaria-se num meio de comunicação de massa.

Ainda nos anos 20 o rádio começa a se espalhar-se pelo território brasileiro. Nessa primeira fase, as estações repetidoras eram sustentadas por mensalidades pagas pelos proprietários de rádios domésticos, por doações eventuais de entidades privadas ou públicas e, muito raramente, pelas inserção de anúncios pagos.


O rádio Comercial

A partir da década de trinta o rádio sofre transformação radical. Em maio de 1931 surgiu o primeiro documento sobre radiofusão, o Decreto nº 20.047, que divulgou o primeiro diploma legal sobre a radiofusão, após nove anos de implantação do rádio no Brasil. Mas, o rádio brasileiro já estava comprometido com os " reclames" – anúncios -, para garantir sua sobrevivência.

Foi o decreto nº 21.111 que autorizou a veiculação da propaganda pelo rádio, limitando oficialmente a 10% da programação posteriormente elevada a 20%, e, atualmente fixada em 25%.

A introdução de mensagens comerciais transfigura imediatamente o rádio: o que era " erudito", " cultural", passa a se transformar em " popular", voltado ao lazer e a diversão.

As transformações surgidas no país a partir da Revolução de 1930 são o contexto que favorece a expansão da radiofusão. Isso se deu a partir do despertar de novas forças, como o comércio e a industria que precisavam colocar seu produto no mercado interno, aliados as mudanças na próprio mudança administrativa federal, com a forte centralização do poder executivo engendrada por Getúlio Vargas.

Os primeiros profissionais, chamados de " programistas", adquiriam espaços nas estações, produziam programas e ainda revendiam intervalos aos anunciantes. Aos poucos, a linguagem radiofônica foi sendo aprendida. Mais coloquial, mais direta e com atendimento fácil, começava a invadir todas as emissoras. Assim, inicia-se a proficionalição na área da criatividade radiofônica.

No inicio dos anos 30, o rádio também veiculava propaganda política. A rádio Record foi pioneira em último sentido. Ela foi a primeira líder de audiência e ainda modelo de programação, organizada por Cesar Ladeira, quem introduziu o "cast" profissional por exclusivo com remuneração mensal. A partir daí as grandes emissoras contratavam a "peso de ouro" astros populares e orquestras filarmônica.

Em 1935, ocorreu dois fatos importantes ao desenvolvimento da programação nas emissoras brasileiras cria-se o primeiro auditório, e a partir daí