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Como se construir um texto para TV

Trabalho por Leuzi Maria Schulze, estudante de Comunicação @ , Em 20/05/2007

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Como se construir um texto para TV

Na TV o texto precisa ser coloquial, claro, preciso. Pela própria característica do veículo a instantaneidade, a indivisibilidade da imagem e do som, a sintetização e objetividade. O receptor deve “pegar a informação” de uma vez. Se isto não acontecer, o emissor terá fracassado no objetivo de comunicar. É aconselhável ler o próprio texto em voz alta, sem inibição, para verificar as falhas. Frases curtas e pontuação correta (a vírgula, o ponto final e os dois pontos) dão ritmo ao texto destinado à mídia eletrônica. As frases curtas facilitam a compreensão. Uma só frase, de seis a sete linhas, no script padrão de telejornalismo, é considerada longa, tanto para a leitura do locutor como para o ouvido do receptor.

Entretanto, é preciso variar o tamanho das frases para evitar o estilo telegráfico. O objetivo é que o receptor acompanhe, compreenda e retenha a informação. Na relação com o impresso, devemos lembrar que o leitor pode ler de novo, mas o ouvinte não pode voltar atrás para ouvir novamente.

Por outro lado, é a pontuação que dá o “embalo” no texto, permitindo que o locutor/apresentador respire enquanto fala.

É necessário lembrar, ainda, que no telejornalismo o papel da palavra é dar apoio à imagem. O texto só tem sentido quando está casado com a imagem, quando se relaciona com ela, quando não entra em conflito com ela. Ambos precisam se completar, ao invés de caminharem em paralelo, pois neste caso um não faria falta ao outro. Um erro muito comum é a redundância do texto que ao invés de falar sobre as imagens, limita-se a descrevê-las como se o telespectador não as estivesse vendo. Nesses casos desperdiçam-se enormes recursos para fazer jornal falado ou rádio na TV. Fica monótono, chato, cansativo.

Para evitar esses equívocos, o melhor é o repórter ver as imagens antes, fazer a minutagem delas para facilitar a edição e, então sim, escrever sobre elas. Nunca fazer o contrário, isto é, produzir um texto e depois tentar cobri-lo com imagens.

A boa reportagem, que casa texto e imagem, é aquela que também leva em conta o desempenho do jornalista, porque não basta ter boas imagens e boas informações (pesquisadas no local). Também é preciso passar emoção, para que a matéria tenha vida e dê conta de informar ao receptor o que aconteceu, quando aconteceu, onde aconteceu, porque aconteceu, quem protagonizou, como aconteceu. Para tanto é preciso que o texto identifique os elementos fundamentais da notícia deixando que a imagem cumpra seu importante papel na tela.

O texto também pode incluir, em alguns casos, recursos destinados a chamar a atenção do telespectador que pode estar distraído naquele momento, ou afastado da TV como: “Atenção para esta última informação”.

Outra técnica é usar o texto para valorizar as imagens. Exemplos: “Vejam agora imagens exclusivas”.

Algumas orientações básicas são:

·        Não usar gírias

·        Não usar expressões vulgares

·        Não usar palavras muito técnicas

·        Não usar a forma indireta

·        Não intercalar frases

·        Não florear o texto com adjetivos e palavras supérfluas

·        Não começar a frase com algarismos

·        Não fazer rodeio: ir direto ao assunto

·        Não usar palavras estrangeiras

·        Não repetir palavra na mesma frase

·        Não usar siglas sem explicar o significado

·        Não fazer texto rimado.