A CONTRIBUIÇÃO DA MÍDIA PARA O MEIO AMBIENTE
INTRODUÇÃO
Na sociedade atual, quando as ciências humanas estão voltadas para os valores do meio ambiente, o fenômeno da globalização padroniza os interesses dos habitantes do planeta, é necessário analisar os fatos comunicacionais na sua interface com a economia, com a ecologia, uma vez que a mídia perpassa tudo, desde o contexto sócio-histórico em que ocorrem os fatos até os processos de produção, transmissão e recepção das formas simbólicas que têm o poder de manipular os seres humanos.
O interesse da mídia pelas questões ambientais é tão recente quanto a organização do movimento ambientalista, particularmente no Brasil. A existência de veículos especializados, impressos ou eletrônicos, dedicados hoje ao tema, não significa, ainda, a consolidação de uma tradição.
Mídia e meio ambiente parecem se encontrar num momento crítico da história: o da crise dos modelos de desenvolvimento, calcados na exploração sem limites dos recursos naturais e no conseqüente esgotamento. As conseqüências sociais são imediatas, mas as ambientais demoram a aparecer.
Se por um lado o interesse da mídia cresce à medida que a sociedade se organiza e cobra ações mais equilibradas em relação ao meio ambiente, por outro temos o problema da qualidade do material mostrado. Ao revelar uma tragédia ambiental, não vão além da indignação e do apelo sensacional.
MÍDIA E MEIO AMBIENTE
Apesar das questões ambientais ganharem cada vez mais importância e atenção da sociedade, estão perdendo espaço na mídia. Ninguém mais poderoso tem o poder de salvar o planeta sozinho, é preciso que a sociedade se organize e cobre ações mais equilibradas da mídia em relação ao meio ambiente.
É comum que se encontrem outros casos de notícias sobre meio ambiente viciadas, ou seja, expostas de modo desconexo e desprovidas das inter-relações com a esfera sócio-político-econômica. São simples registros mecanizados que não refletem a magnitude dos assuntos de que tratam as pautas ambientais.
Para avaliar a questão do meio ambiente, a opinião pública baseia-se, especialmente, em três elementos, quais sejam: a) as suas próprias observações; b) a informação que é divulgada pelos meios de comunicação; e c) a difusão do conhecimento científico. (Zorraquim in Brugger e Lizano, 1992).
Nessa perspectiva, é oportuna uma maior contribuição da mídia para a conscientização ambiental. Assim a sociedade se conscientizará e poderá contribuir defendendo o meio ambiente e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, devido ao fato de que o meio equilibrado e saudável é direito garantido constitucionalmente.
ZIGGIATTI (2000) destaca que a combinação que a comunicação é essencial para a conscientização pública de segmentos da sociedade sobre como agir para a promoção do desenvolvimento sustentável. Enfatiza, também, que todos têm direito à informação e que a imprensa é a forma de democratizar a informação científica e tecnológica embutida nas questões ambientais.
Existe o reconhecimento do papel mobilizador dos meios e da necessidade de qualificar a informação para que ela funcione como instrumento de pressão; e, também, a afirmação de um direito inalienável do homem de ter/receber informações de natureza plural e não fragmentada.
Os meios de comunicação, ainda, não têm procurado traduzir a associação do homem com o meio em que vive, e a comunicação é essencial para a conscientização pública de segmentos da sociedade sobre como agir para a promoção do desenvolvimento sustentável.
A mídia deve expressar a pluralidade de opiniões em matérias controversas e proporcionar um retrato mais contextualizado da realidade nos seus aspectos mais críticos, como as questões ambientais.
O PODER DA MENSAGEM
Dependendo de como a
Ferramenta