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A Crítica ao Estado Burguês: as Teorias Socialistas

Trabalho por Patricia Luzia Rifiski, estudante de Comunicação @ , Em 06/08/2006

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A Crítica ao Estado Burguês: as Teorias Socialistas

Curitiba

2005


Introdução: contexto histórico

No século XVI, o inglês Thomas More e o italiano Campanella escrevem, Utopia e Cidade do Sol, que é uma das formas de luta contra o poder autocrático, onde suas obras imaginam uma comunidade igual, de seres livres.

O principio fundamental do babovismo (recurso à violência para abolir o império da propriedade e implantar o reino final da igualdade) é a igualdade, e o Manifesto dos iguais é a denúncia do fosso que separa a igualdade formal e a inexistente igualdade real.

O proletariado em 1848 expressa sua própria ideologia, oposta ao pensamento liberal. Nesse período a situação social agrava-se pela grande expansão econômica que ocorrera, abrindo passagem à grande indústria a ao capitalismo de monopólio. No século ZVIII, época em que a Revolução Industrial apresenta agora o maquinismo como base, acelerando o processo de privatização dos meios de produção, o confinamento dos operários nas fábricas e seu assalariamento. Isso gera nas cidades uma grande massa de operários com moradias precárias, trabalhando em fábricas insalubres com salários baixos. Uma grande miséria.

Os operários criam organizações contra a hierarquia das fábricas, visando negar o paternalismo e desenvolvem a luta para a formação da consciência de classes e a emancipação do proletariado. A mobilização dos operários a partir de conselhos, sindicatos e comitês gera uma agitação no ambiente político e social desencadeando grandes movimentos de reivindicações.

Em 1864 é fundada a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) em Londres, com o objetivo de estimular a realização de congressos em diversos países visando sempre a luta da classe operária.


O socialismo Utópico

No século XIX surgem as primeiras teorias socialistas classificadas por Marx e Engels como socialismo utópico.

Assim, podemos destacar como principais representantes do socialismo utópico: na França; Saint-Simon, Fourier e Proudhon; na Grã-Bretanha; Robert Owen.

Os teóricos do socialismo elaboram idéias diversificadas com soluções diversas, mas com traços comuns. Por exemplo, Saint-Simon que estabelece o plano de uma sociedade industrial dirigida pelos produtores, com todo um conjunto (banqueiros, empresários, sábios, artistas), com o objetivo de melhorar a sorte da classe mais empobrecida. Já Fourier considera natural que haja pobres e ricos tentando atrair os capitalistas para uma possibilidade de investimento e lucro através dos falanstérios.

Proudhon cria um banco popular oferecendo empréstimos a baixos juros, preconiza a autonomia da classe operária na organização de sua luta contra a exploração capitalista. Em seu ponto de vista, Proudhon afirma que a propriedade privada significa uma espoliação do trabalho.

Robert Owen acredita que o trabalho cria a riqueza, que não é usufruída por quem as criou (operários), mas, ao contrário é extorquida.

Mas as soluções apregoaram até uma tendência filantrópica e paternalista, ou seja, de higiene, alojamento, aumento de salário, que nos leva a pensar na dignidade.


Crítica ao socialismo utópico

A denominação dada por Marx e Engels em relação à palavra utopia, é pejorativa, vista que esta tem como significado "em nenhum lugar". A importância das teorias não é poupada das críticas por não haver nelas o poder de reverter às condições de injustiça e exploração que está em vigor.

As teorias do socialismo utópico na visão de Marx e Engels são inofensivas porque paternalita. Os idealistas tampouco encontram condições matérias para a libertação do proletariado, procurando uma ciência social que criem essas condições.

Moralistas, reformam a sociedade pela força; os ingênuos "rejeitam toda ação revolucionária".

A oposição levada a efeito pelos marxistas "entre ciência