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A Avenida Paulista

Trabalho por Erick Otoni, estudante de Comunicação @ , Em 22/11/2004

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Avenida Paulista

Projeto de Pesquisa


1. Justificativa da Escolha do Tema

A cidade de São Paulo, fundada em 25 de janeiro de 1554 por padres jesuítas do grupo Companhia de Jesus, entre eles José de Anchieta e Manuel da Nóbrega, tem como marco inicial o Pátio do Colégio. No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do crescente fluxo de imigrantes europeus. O crescimento da cidade foi tão expressivo que sua população, de 130 mil habitantes em 1895 (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegou a 239.820 em 1900.

O final do século 19 foi um período agitado para São Paulo. Com o dinheiro gerado pelo café a cidade de aproximadamente 100 mil habitantes recebeu suas primeiras máquinas e começou a se modernizar e se destacar como centro industrial.
O Estado de São Paulo vivia momentos de tensão com os movimentos revolucionários, que culminaram com a deposição do governador Américo Brasiliense, em 15 de dezembro de 1891. Poucos dias antes, em 6 de dezembro, havia morrido o imperador D. Pedro II.

Em meio a esses acontecimentos, São Paulo ganhou sua primeira via planejada: a Avenida Paulista. Idealizada, construída e doada à cidade pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima a Paulista foi concebida para ser como as avenidas das metrópoles européias - larga, plana, arejada e moderna. Um contraste com a tortuosa São Paulo das ladeiras e becos.


2. Formulação do Problema

Porquê escolher a avenida paulista para morar?


3. Embasamento Teórico

A avenida foi inaugurada em 8 de dezembro de 1891. A solenidade contou com a presença do presidente do Estado (cargo equivalente a governador) e do intendente (equivalente a prefeito). "Esta Avenida será a via que conduzirá são Paulo ao seu grande destino, sendo, podemos afirmar com absoluta certeza, o marco divisor de duas épocas: antes e depois da Avenida Paulista", profetizou Eugênio de Lima.

Para a construção da Paulista, o engenheiro, em sociedade com José Borges de Figueiredo e João Augusto Garcia, comprou terrenos como a chácara Bela Cintra. Só com a aquisição de terrenos, os três sócios gastaram pouco mais de 100 contos de réis.

O local escolhido foi o ponto mais alto da Mata do Caaguaçu, espigão divisor de águas do Pinheiros e Tietê, na região sudoeste. O Caaguaçu era considerado de salubridade ideal, longe da peste e do tifo que ameaçavam a cidade, e por isso se tornou o refúgio da elite paulistana da época.

Os nomes cogitados para o local eram Real Grandeza, Avenida das Acácias ou Prado de São Paulo. Os amigos de Joaquim Eugênio de Lima queriam que a avenida levasse seu nome. Mas ele decidiu por Avenida Paulista.

"Quando Vossa Excelência, senhor Presidente, perguntou-me em palácio quando seria inaugurada a 'Avenida Eugênio de Lima', tivemos a honra de responder à Vossa Excelência que ela se denomina 'Paulista', em homenagem aos Paulistas, e aí está ela, com sua arborização toda macadamizada, passando sobre o aterro que dividia o Espigão onde tudo foi previsto para conforto dos viandantes.", disse Eugênio de Lima no discurso de inauguração.

Com 28 metros de largura e 2.800 metros de comprimento, localizada a 847 metros de altitude, a Paulista tinha o piso recoberto por pedregulhos brancos e três faixas: uma para os bondes de tração animal, a do centro para carruagens e cavaleiros e a terceira para pedestres. Ao lado, magnólias e plátanos para embelezar o local.

Quando inaugurada, a avenida não tinha nenhuma