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Resenha do Filme Olga Benário

Trabalho por Patricia Coelho Camillo, estudante de Comunicação @ , Em 10/09/2004

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Resenha Crítica do Filme "Olga"


Olga, filme de Jayme Monjardin, com roteiro e produção de Rita Buzzar e interpretado por Camila Morgado (Olga Benário) e Caco Ciocler (Luis Carlos Prestes), baseado na biografia homônima do escritor e jornalista Fernando Morais.

Teve estréia no dia 20 de agosto de 2004, destacando um importante período histórico no Brasil e no mundo. A história de Olga teve início em 1924 a 1942.

Monjardin, diretor de diversos sucessos da televisão, como Sinhá Moça, Roque Santeiro, Pantanal, o Clone e a Casa das Sete Mulheres, começou a sua carreira no cinema, participando da equipe de mais de 30 curtas, indagando sobre os cineastas que influenciaram a sua maneira de olhar o mundo; ele queria que a história de Olga seja a protagonista do filme, e que o trabalho de direção seja invisível.

Olga Benário Prestes, filha de Eugenie Gutmann Benário, descendente de uma rica família Judia, e de Leo Benário, advogado e influente personalidade do partido social democrata, Olga ingressou na juventude Comunista aos 15 anos. Desde cedo esteve ligada á estrutura interna do partido comunista alemão, já ilegal neste período. Cinco anos depois, invadiu a prisão de Moabit e, numa ação ousada, resgatou o professor comunista Otto Braun durante seu julgamento.

Em 1928, Olga junto com Otto, foi enviada pelo partido á União Soviética. Em Moscou, recebeu treinamento militar no Exército Vermelho e foi designada pela Internacional Comunista (Comintern) para cuidar da segurança pessoal do capitão Luis Carlos Prestes na viagem que o traria de volta do Brasil para comandar primeiro levante comunista na América do Sul.

Em uma viagem arriscada, passando pela Europa e pelos Estados Unidos e disfarçados como um rico casal de portugueses, Sr. e Sra. Villar em lua-de-mel, Prestes e Olga se apaixonaram. Aos 37 anos de idade, o militar experiente e disciplinado se revelou um homem tímido, que nunca antes tinha estado com uma mulher.

No Brasil, o casal se juntou a outros membros enviados pelo Comintern, que viviam na clandestinidade, e o grupo começou a organizar uma revolução comunista no entanto, o movimento foi tragicamente derrotado. Todos os revoltosos foram esmagados pela polícia de Getúlio Vargas, muitos foram presos e outros mortos. Em 1936, Olga e Prestes foram presos e nunca mais se viam. O responsável pela prisão foi Filinto Muller, chefe da Polícia Militar do Distrito Federal.

E assim, Olga, grávida de 7 meses, foi deportada para a Alemanha de Hitler e teve sua filha, Anita Leocádia, na prisão. Durante todo o tempo em que ficou presa, Olga trocou correspondências com o marido e continuou pregando seus ideais de liberdade e justiça social. Aos quatorze meses, Anita foi separada de Olga, entregada pelos incansáveis esforços da mãe de Prestes, Dona Leocádia, a criança foi salva e entregue á família.

Olga nunca mais voltou a ver Prestes e sua filha, a militante foi uma das primeiras vítimas das câmeras de gás, sendo morta na cidade de Bernburg em 1942. Ela ainda vive, mas como uma importantíssima pessoa que deixou o seu valor na história do comunismo mundial e que fez do seu ideal de vida um sonho para vários povos de todo o mundo.

Monjardin acredita que o sonho revolucionário de sua personagem permaneceu vivo, uma pessoa idealista, ele acha que todos devem ter um ideal revolucionário dentro de nós, mas que talvez hoje seja preciso escolher uma forma mais serena e moderna menos radical de ser revolucionário. Jayme gostou da experiência de dirigir seu primeiro longa, diz que os críticos podem dizer o que quiserem, mas ele esta interessado em contar o drama de uma mulher, e não em discutir política. Ele procura mostrar o