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1984

Trabalho por Juliana Cesquim Teodoro, estudante de Comunicação @ , Em 01/03/2004

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1984

O filme 1984 é um clássico de George Orwell onde ele descreve a Inglaterra pós-guerra, que antecipa o terror a que a razão humana pode conduzir-se ultrapassando certos limites. Orwell não se limita em criticar os regimes totalitaristas, o nazismo e o estabilismo, tendo como objetivo a denuncia do poder na sua totalidade. Deixa clara sua visão pocalíptica de um futuro dominado pelo totalitarismo onde descreve todos seus males, a ideologia do partido único, o terror, a polícia secreta, o desprezo pela realidade e pela espontaneidade.

A obra mostra que a estrutura do poder totalitário como nos regimes tirânicos e nos autoritários, melhor representados por pirâmides. O poder assim estruturado protegeria o líder contra a "factualidade do mundo real", estabelecendo a condição para o exercício do poder em seu grau máximo.

Winston Smith (Hurt) é um funcionário do governo totalitarista liderado pelo 'Grande Irmão' (Flag, Big Brother), uma 'entidade' que, através de telões, controla a privacidade de todos os cidadãos do país, uma sociedade governada pela razão.

O enredo começa quando Winton escreve um diário sobre suas memórias; esta que nem ele mesmo tem certeza de serem verdadeiras. Agindo assim ele comete o crime Thoughtcrime, onde ele pensa por si próprio, questionando o mundo que lhe rodeia, se este teria sempre sido assim.

Certo dia, ele recebe um bilhete de uma bela garota, Julia (Hamilton), a quem conhecia de vista: 'Eu Te Amo', lê, espantado. A partir daí, Winston passa a sair com a garota, desafiando as leis do país, que aboliram o orgasmo e incentivam a inseminação artificial. Winston e Julia desafiam, com seu amor, o próprio Sistema, que prega o ódio como maneira de subjugar seus oponentes. Prazeres simples (porém ilegais), tais como provar geléia com pão e beber café 'de verdade', passam a fazer parte da rotina do casal, que redescobre o valor da fidelidade e do calor humano.

Hurt, com seu rosto sempre expressivo, transmite com perfeição a luta de seu personagem para não permitir que o Sistema lhe tome aquilo que tem de mais puro: a certeza de seus sentimentos por Julia. Seu 'herói' é um homem simples, mas não totalmente apático frente à lavagem cerebral imposta pelo Grande Irmão (em certo momento, ele escreve em seu caderno: 'Liberdade é ter a liberdade de dizer que 2+2 = 4.'). Já Richard Burton nos brinda com uma de suas atuações mais inspiradas: é incrível como ele consegue parecer humano mesmo enquanto submete Winston às mais terríveis torturas. É como se ele só conseguisse entrar em sintonia com outro homem enquanto o tortura, como se o ato da violência fosse capaz de lhe trazer algum tipo de redenção, de proximidade com a humanidade.

1984 é um filme forte, violento e espantoso, portanto, o espectador tem que estar preparado para o que vai assistir. Em alguns momentos achei os diálogos lentos e incompreensíveis. Mais foi legal, pois pude refletir sobre a sociedade em que estamos vivendo.