TRABALHO E CLASSES SOCIAIS
INTRODUÇÃO
Quando falamos de trabalho assalariado compreendemos como trabalhador todo indivíduo que vende sua força de trabalho. Porem temos vários tipos de trabalho; o que utiliza a força física na transformação do produto. O que tem o conhecimento técnico e define como realizar o processo, seria este o trabalho pensante voltado para a produção. E o trabalho pensante estratégico da empresa onde está o gerente, diretor, presidente, etc. Dentro destes tipos de trabalho temos vários tipos de salário e isto proporciona diferentes formas de sobrevivência, como por exemplo o poder aquisitivo. Outro fator é que o diretor o gerente e o presidente estão mais próximos dos capitalistas que os demais, isto quando o presidente não for o próprio capitalista.
No decorrer dos tempos tivemos várias transformações no processo de trabalho; dentre elas a industrialização, que tirou o conhecimento amplo que o artesão tinha do processo na fabricação do produto. O Taylorismo no processo de organização e racionalização do trabalho. O Fordismo com a introdução da esteira, produção em serie e aumento da produtividade. Ainda no Fordismo a inserção do trabalhador na sociedade como consumidor e em função disso como cidadão, teremos aí também a regulamentação de instituições sindicais e a proteção do trabalhador. No Toyotismo teremos a introdução de técnicas visando aumento de produtividade e expansão do capital, nesta fase já não se produz em grande escala, mas sim produtos diferenciados em pequenos lotes, atendendo nichos do mercado. As empresas tem de ser flexíveis para atender o mercado e vencer a concorrência.
TRABALHO E CLASSES SOCIAIS
Quando Marx fala em três classes sociais, está se referindo a classe dos trabalhadores assalariados, a dos capitalistas e a dos grandes latifundiários. Porem isto não quer dizer que as classes sociais fecham-se nestas três somente. Existem classes distintas alem destas, porem, conforme Fernando Haddad tudo leva a crer que a Marx só interessa estudar o comportamento ou tendência de comportamento dos grupos ligados ao processo de reprodução material da sociedade.
Haddad questiona 3 pontos no que se refere a classe dos trabalhadores: Primeiro; até que limite um trabalhador assalariado pertence a classe dos trabalhadores assalariados?
Segundo; o conceito de trabalhador assalariado compreende tanto o trabalhador improdutivo interior e exterior ao processo de produção, quanto o trabalhador produtivo?
Terceiro; até que ponto o proletário despossuído dos meios de produção, empregado ou desempregado, mantém sua condição de trabalhador?
Primeira questão: leva-se em conta a qualificação do trabalhador, o que representa em três níveis; No primeiro nível o trabalhador é possuidor de força de trabalho simples e totalmente subordinado ao capitalista.
No segundo nível o trabalhador é qualificado, ou seja, está submetido ao capitalista mas tem os do primeiro nível submetidos a ele e tem um salário superior ao necessário para a conservação e reprodução de um indivíduo enquanto trabalhador assalariado.
No terceiro nível está o gerente, que pertence a uma categoria que está fora das grandes classes, mas está próxima da classe dos proprietários do capital.
Segunda questão: Haddad faz uma distinção entre trabalhadores improdutivos interiores a produção e trabalhadores improdutivos exteriores a produção. Os trabalhadores exteriores ao processo de produção vendem sua força de trabalho em troca de um salário, porem não o vendem ao capital. Este grupo é basicamente formado pelos trabalhadores do Estado e os empregados domésticos, o salário que eles recebem é uma redistribuirão dos rendimentos percebidos pelas grandes classes do sistema. Estes trabalhadores embora recebam um salário, não fazem parte da classe dos trabalhadores assalariados.
No caso dos trabalhadores improdutivos que se situam no interior do processo de produção vendem sua força de trabalho ao capital, seja este capital comercial, financeiro ou industrial. Estes trabalhadores são assalariados e o salário deriva imediatamente das relações de produção.
Charles Booth fazia uma crítica ao
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