O Problema das Migrações
O INCHAÇO DAS CIDADES E A PROLIFERAÇÃO DAS DOENÇAS
Introdução
As cidades grandes, qualquer país, funcionam como pólos atrativos de migrantes especialmente devido às expectativas psicológicas da parte daqueles que se deslocam. As cidades são ,ainda, pontos focais de doenças infecciosas desde há muito reconhecidos, superando a área rural.
O objetivo deste artigo é, ao mostrar estes dois fatos, demonstrar a interrelação existente entre eles e, com isso, mostrar com são afetados a expectativa de vida, o crescimento populacional e como isso acaba por vezes por comprometer o crescimento econômico e social.
A grande importância deste tema está no fato de que, atualmente, a proliferação de novas e de ressurgentes doenças tem afetado dramaticamente as populações e o desenvolvimento de muitos países , em especial aqueles em desenvolvimento. Da mesma forma, as grandes concentrações urbanas assumem um papel cada vez maior nesta era de globalização.
Para desenvolver esta idéia, procuraremos correlacionar o progressivo inchaço das cidades modernas ao caos social das épocas de distúrbios, às transformações da globalização e às questões relacionadas às mudanças socio-econômicas resultantes do padrão de revolução industrial. Neste sentido, usaremos como principais exemplos de doenças a Aids, a tuberculose e o Ebola. Daremos mais ênfase a algumas situações africanas, onde os principais problemas parecem bastante claramente presentes.
Desenvolvimento:
No ano 6000 a.c. havia menos pessoas na Terra do que há hoje em Nova Yorque ou Tóquio; e nos 4000 anos seguintes a população humana cresceu lentamente.
Normalmente, as pessoas se concentram em torno das fontes de água e de alimentos. Posteriormente, as concentrações populacionais se desenvolvem em correlação com as rotas incipientes de comércio que se ligam aos centros urbanos em desenvolvimento. Os ambientes urbanos tendem a se desenvolver e prosperar mais do que a zona rural.
Por volta de 1980 a população do planeta de 1,7bilhões em 1925 passou a 5 bilhões. As cidades tornaram-se centros de empregos, sonhos ,dinheiro e fascinação. Por motivos econômicos, a urbanização global se tornou irreprimível. As mudanças mais significativas da zona rural para a urbana ocorreram na África e na Ásia, com ondas de pessoas afluindo continuamente para as cidades no decorrer da segunda metade do sécXX¹.
Na estimativa das Nações Unidas, a população mundial está prevista para 8909 bilhões em 2050, sendo na Ásia o maior crescimento, que deverá passar de 3585 milhões em 1998 para 5268, segue-se a África com 749 milhões em 1998 para 1766 em 2050. A Europa aparece em terceiro lugar. Em termos de distribuição percentual, a Ásia aparece em primeiro lugar com 59% seguida pela África com 19,8%.²
A previsão do crescimento urbano e a estimativa para o ano 2000 aponta para 3,1 bilhões de pessoas distribuídas nas 24 megalópoles mundiais mais importantes, quase todas em países pobres.³
O deslocamento populacional é um fenômeno antigo na humanidade. Deslocamentos populacionais sempre existiram, com pessoas buscando melhores condições de vida como água, alimento, melhores pastagens ou locais de comércio. Este aspecto permanece ainda hoje, embora não desacompanhado de outros elementos condicionantes do deslocamento populacional. Em termos atuais, as migrações se tornam mais complexas devido à crescente complexidades dos sistemas econômicos e produtivos; embora se deva dizer que as guerras e perseguissões de cunho étnico e religiosos, fossem, já, bem antigos.
Há migrações internacionais de diversos tipos e há migrações do tipo êxodo rural, que também são de vários tipos. São muitos os fatores envolvidos na explicação destes deslocamentos. Em termos modernos, estas migrações foram alvo de várias correntes de pensamento teórico e respectivas tentativas de explicação. O pensamento neoclássico, o histórico-estrutural e a teoria marxista do trabalho; todos procuram explicar explicar os movimento migratórios sob uma ótica mais ou menos ligada à questão econômica. Na
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