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Transição para Humanidade

Trabalho por Dijalma Santos Oliveira, estudante de Ciências Sociais @ , Em 22/04/2003

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A TRANSIÇÃO PARA A HUMANIDADE

CLIFFORD GEERTZ

Compreensão das diferenças entre o Homem e os outros animais:

  • para a Ciência Biológica;
  • para a Antropologia e Psicologia.

Para as Ciências Biológicas existe um parentesco ente os homens e os chamados animais inferiores; vêem a evolução como um processo biológico mais ou menos ininterrupto, e encararam o homem apenas como mais uma das muitas formas de vida. Ou seja, difere em grau (Distância e número de gerações que separam os parentes até o tronco comum).

Para a Antropologia e a Psicologia, embora não neguem a natureza animal do homem, tendem a encará-lo como sendo único, não apenas – em grau, como também em espécie (Conjunto de indivíduos muito semelhantes entre si e aos ancestrais, e que se entrecruzam. A espécie é a unidade biológica fundamental. Várias espécies constituem um gênero). Tem inteligência e, também, consciência; necessidades e também valores; temores e senso moral; não só um passado, mas também uma história. Somente o homem, em suma, tem cultura.


Situação do problema e caracterização da "diferença" humana.

Os antropólogos tem sido os que mais estudaram, tanto a evolução física do homem, bem como a sua cultura. Assim, vêem o homem como animal cultural
a partir do seu próprio desenvolvimento biológico.

O homem difere dos demais animais uma vez que é o único que fabrica instrumentos, fala, adota símbolos, ri, sabe que morrerá, etc.


Exposição da teoria do Ponto Crítico (de Kroeber).

A teoria postula ser o desenvolvimento da capacidade de adquirir cultura, um acontecimento súbito, um completo salto na filogonia dos primatas.
Uma alteração orgânica prodigiosa, pequena em termos anatômicos ou genéticos. Tal mudança que se deu, presumivelmente, na estrutura cortical, fez com que um animal, cujos ascendentes eram incapazes, segundo Kroeber, de "exprimir-se, aprender, ensinar, e de fazer generalização a partir da infinita cadeia de sensações e objetivos isolados", se tornasse capaz de tudo isso. Kroeber fundamenta, ainda, essa teoria com três pilares:

  • a enorme diferença do homem para qualquer outro animal, na capacidade de aprender, aplicar e transmitir estes aprendizados;
  • nenhum outro animal possui abstração ou simbolização;
  • todas as raças humanas possuem a mesma natureza mental, não importante a sua localização espacial no mundo.

Refutação dessa Teoria.

Apesar de manter-se aceita durante algumas décadas, Kroeber, com sua teoria, foi duramente questionado.

Um antropólogo físico, contrário à noção, referiu-se à mesma ferinamente,
como sendo uma teoria que explica o aparecimento do homem por uma "nomeação para ao cargo".


Referências a achados arqueológicos, sob nova interpretação.

Um dos ramos da Antropologia - a Paleontologia Humana - isto é, o estudo da evolução humana por meio da descoberta e da análise de restos fósseis, porém, não veio dar apoio à teoria do Ponto Crítico. Com os achados arqueológicos se pode constatar uma forma incipiente e seletiva de cultura (protocultura), pois o desenvolvimento cultural já transcorria antes mesmo de se "findar" o desenvolvimento biológico do homem.

Implicação do "Ponto Crítico" e da refutação de Greertz.

Surge a teoria que defende a existência de uma "protocultura", o que lança certa dúvida sobre a teoria do "Ponto Crítico".

O australoptecus parece ser, portanto, uma espécie de "homem" que, evidentemente, era capaz de adquirir alguns elementos de cultura – fabricação de instrumentos simples, caça esporádica, e talvez um sistema de comunicação mais atrasado que o da fala humana –, porém incapaz de adquirir outros. O que se supunha improvável, ou mesmo logicamente impossível, tinha sido empiricamente verdadeiro, tal como o homem, a capacidade de aquisição de cultura surgiu gradual e continuamente, pouco a pouco, durante longo período de tempo. Isso porque