O Lúdico como Multiplicador de Conhecimento no Ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa
INTRODUÇÃO
Tão fundamentais ao ser humano como o alimento que o faz crescer são os brinquedos e os jogos. Vão muito além do divertimento. Servem como suportes para que a criança atinja níveis cada vez mais complexos no desenvolvimento sócio-emocional e cognitivo. Representando papéis, a criança constrói o próprio conhecimento e, conseqüentemente, sua própria personalidade. A sala de aula tem entre outras características, o fato de se apresentar como coisa séria, não permitindo espaço para o divertimento, o rigor e a disciplina são mantidos em nome dos padrões institucionais, o que torna o ambiente infantil artificial, longe dos gostos das crianças. O brincar se resume em ouvir histórias ou cantar algumas músicas. A hora do recreio e a hora da saída se tornam os únicos momentos em que as crianças desnudam da responsabilidade da escola para permitir-se brincar e ser criança.
Diante disto o professor precisa se dar conta que através do lúdico as crianças têm chances de crescerem e se adaptarem ao mundo coletivo. O lúdico deve ser considerado como parte integrante da vida da criança não só no aspecto de divertimento ou como forma de descarregar tensões, mas também, como uma forma de penetrar no âmbito da realidade, inclusive na realidade social.
Sobre o aspecto lúdico/sociedade, Kischimoto (1994, p. 110) nos diz que:
Brincando (...), as crianças aprendem (...) a cooperar com os companheiros (...), a obedecer às regras do jogo (...), a respeitar os direitos dos outros (...), a acatar a autoridade (...), a assumir responsabilidades, a aceitar penalidades que lhe são impostas (...), a dar oportunidades aos demais (...), enfim a viver em sociedade.
A presente pesquisa surgiu da preocupação com o repensar do processo educacional, onde temos, em nossas mãos, alunos ativos, inquietos e participantes. É preciso que haja mudanças na preparação desses alunos para a vida e não apenas para o mero acúmulo de informações. É preciso, também, conscientizar o trabalho pedagógico para a importância da formação desses alunos como um todo, com sua afetividade, suas percepções, sua expressão, seu sentido, sua crítica, sua criatividade, seu interior... É possível orientar o aluno a ampliar seus referenciais de mundo e a trabalhar com todas a linguagens (escrita, sonora, corporal, dramática, artística, etc.), integrando-o e construindo sua própria visão do universo.
Quando a criança brinca, ela joga, imita e representa. A infância é, pois, a aprendizagem necessária para se chegar à idade adulta. A criança não cresce apenas; é necessário dizer que "ela se torna grande" pelo jogo. Em outras palavras, "por ser o brincar essencial ao desenvolvimento do ser humano é importante que todas as crianças brinquem". (Anais Congresso Nacional das APAES, junho de 2001).
OBJETIVO
A pesquisa teve como objetivo ampliar conhecimento acerca do lúdico como multiplicador de conhecimento no ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa com alunos de 1ª fase do 1º ciclo, na Escola Municipal Raimundo Soares Nava.
JUSTIFICATIVA
Verificar a eficácia da práxis do lúdico no ensino de Língua Portuguesa, analisando como o aluno percebe o lúdico em sua prática educativa do cotidiano. Procurando verificar se jogos e brinquedos podem ser considerados legitimamente como ferramentas auxiliares e até que ponto um instrumental dessa natureza pode ser usado na superação dos obstáculos do processo de escolarização das séries iniciais.
METODOLOGIA
Através de pesquisas bibliográficas em livros e sites buscou-se embasamento teórico sobre o tema, a pesquisa foi sistemática direta.
1. INTRODUÇÃO AO LÚDICO
"A palavra lúdico vem do latim ludus e significa brincar" (NASCENTES, 1988, p. 387).
Ferramenta