Doença de chagas: sistematização da assistência de enfermagem ao portador de mal de chagas
UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP
2008
“Leváramos, como idéia diretriz, a noção de constituÃrem os domicÃlios humanos o habitat predileto, senão exclusivo, do hematófago, assim como fato, amplamente verificado, de ser o sangue humano a alimentação por excelência dele. Seria razoável pensar, daÃ, numa condição infectuosa intradomiciliária e que o vertebrado hospedeiro do parasito fosse algum animal doméstico ou o próprio homemâ€.Carlos Chagas.(1910 b: 423).
SUMÃRIO
1. INTRODUÇÃO
2. JUSTIFICATIVA
3. PROBLEMA
4. OBJETIVO
5. METODOLOGIA
5.1 Etapas do Método Interpessoal de Travelbee Segundo Beck (1999)
5.2 Tópicos Orientadores da Consulta de Enfermagem Ao Paciente Portador de Mal de Chagas
6. REVISÃO DA LITERATURA
7. RESULTADO
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS.
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÃFICAS
INTRODUÇÃO
A fim de tornar efetiva a relação de ajuda, o enfermeiro deve comprometer-se com o Paciente, interessando-se por ele, por seus pensamentos, sua situação de vida, seu sofrimento e estar disposto a ajudá-lo a encontrar respostas ou saÃdas para situações possÃveis de ser resolvida, como também se tornar capaz de apoiá-lo naquelas situações que não podem ser modificadas (TRAVELBEE, 1982), a exemplo do portador de doença de Chagas, já que até o momento não se vislumbra possibilidade de cura, o que, no entanto, não inviabiliza o compromisso de buscar formas de tornar melhor o viver dessas pessoas. Na seqüência, será relatado como foram vivenciados os encontros com os pacientes portadores do mal de Chagas durante o processo terapêutico baseado nas etapas com o Método Interpessoal de Travelbee descrito por BECK (1999) pelo qual foi baseado, meu estudo.
Durante o primeiro contato, busco captar o paciente, percebê-lo, conhecê-lo com o intuito de observar seu estado emocional, afetividade, linguagem, humor, ansiedade e outros. São os primeiros passos dados na direção do outro. No encontro inicial já é possÃvel ir analisando alguns aspectos do paciente, como seu estado emocional, humor, afetividade, através da observação de dados primários captados pelos sentidos e reações instintivas do enfermeiro. Para o enfermeiro esboçar estratégias de ajuda a partir daquilo que ele traz como algo que o incomoda muito, assusta ou de que tenha pouca compreensão, ou mesmo não entenda. Isso ocorre normalmente a partir da segunda consulta. No momento em que ocorre no paciente o sentimento de confiança, ele então será capaz de expor-se a si mesmo e a seus problemas e, ter esperança de sair beneficiado desta relação com o enfermeiro (TRAVELBEE, 1982). A empatia é um dos fatores mais importantes na promoção de mudanças e de aprendizagem.
JUSTIFICATIVA
A doença de Chagas e decorrente de uma infecção parasitária produzida pelo protozoário trypanosoma cruzi, que se reproduz no organismo humano. A associação de comprometimento psicológico à doença de Chagas e a influência no comportamento e na vida dos portadores já foram reconhecidas, embora pouco estudadas. Os objetivos foram implementar a consulta de enfermagem sistematizada na relação de ajuda caracterizar o paciente portador de mal de chagas usuário do ambulatório e elaborar tópicos orientadores de entrevista de ajuda. Nosso trabalho trata-se de um projeto assistencial desenvolvido com pacientes portadores do Mal de Chagas, usuários do Ambulatório de Atenção ao Paciente Chagásico, em hospital. Utilizaram-se os conceitos de: Ser humano, Enfermagem, Ambiente, Saúde e Doença e Relação de ajuda.
O trabalho desenvolvido mostrou que a utilização da teoria possibilitou o desenvolvimento de assistência humanizada, considerando o paciente, ser humano único, com historicidade e cultura própria; favorece a participação do paciente no processo e ajuda-o a desenvolver suas potencialidades. O estudo apontou caminhos para o enfermeiro refletir sobre a Assistência prestada. Concluiu-se que o conhecimento é desenhado a cada dia, através do aprendizado com o paciente, que se
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