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Falácia

Trabalho por Elideusa Mendes da Costa, estudante de Biblioteconomia @ , Em 10/07/2006

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FALÁCIAS

2004


1. INTRODUÇÃO

Este trabalho visa fornecer um Conceito simples e direto sobre Falácias e sua Classificação. Nele apresentaremos as 18 Falácias não-formais mais utilizadas (segundo Irving M. Copi), definindo, exemplificando e justificando cada uma delas, a fim de torná-las mais compreensíveis.


2. FALÁCIAS

O termo falácia deriva do verbo latino fallere que significa enganar. Designa um raciocínio errado com a aparência de verdadeiro, logicamente inválido, ainda que as premissas nas quais se baseiam sejam todas verdadeiras. Um argumento é falacioso quando as razões apresentadas não suportam a conclusão. É um argumento incorreto, mas que pode convencer as"pessoas. São argumentos que apesar de falso segundo a forma, tem a seu favor a "aparência" de um raciocínio legitimo.

Segundo o Aurélio:

Falácia – qualidade ou caráter de falaz (enganador, fraudulento e ilusório).

Sofisma – argumento que induz outrem a erro seja de ganhar contenta ou discussão.

Segundo Larousse:

Sofisma – argumento que, partindo de premissas verdadeiras, ou julgadas como tais, chegam a uma conclusão absurda, mas difícil de ser refutada. Raciocínio vicioso, cuja base repousa num hábil jogo de palavras; é um argumento sedutor, aparentemente correto, mas na realidade falso, destinada a induzir o interlocutor a erro.

O que diferencia o sofisma da falácia é que, embora ambos sejam raciocínios errados, a falácia é involuntária; o sofisma induz a audiência ao engano. O sofisma são argumentos tendenciosos que visam deliberadamente induzir-nos ao erro. Sofismas ou falácias são raciocínios que pretendem demonstrar argumentos como verdadeiros argumentos que logicamente são falsos.

Segundo Othon M. Garcia "ainda que cometamos um número infinito de erros, só há, na verdade, do ponto de vista lógico, duas maneiras de errar:

erramos raciocinando mal com dado corretos;

raciocinando bem com dados falsos, ou raciocinar mal com dados falsos."

Não podemos confundir falácia com paradoxo, pois este designa os raciocínios onde se parte de enunciados não contraditórios, e se chega a conclusões contraditórias. Tanto demonstra a veracidade como a falsidade de um juízo. Significa literalmente que está para idéia contrária a comum, além do senso comum. Em certo sentido um paradoxo é um absurdo, nos conduz a um resultado inaceitável, um resultado de auto-contradição: quando partimos do princípio de que uma frase é verdadeira, concluímos que é falsa; e quando partimos do princípio que ela é falsa, concluímos que é verdadeira.

Os paradoxos são argumentos elaborados sem a intenção de nos enganar. É muito comum a utilização em nosso cotidiano de palavras com múltiplos sentidos ou mesmo empregadas de modo ambíguo. Mas"devemos todavia, tomar muito cuidado com os paralogismos, pois mesmo sem a intenção consciente, podemos levar outras pessoas a uma interpretação equivocada do que dissemos.

2.1 Tipos de falácia de relevância:

Recurso à força – Cometida quando o argumentador, visando legitimar a sua conclusão, se utiliza da "força" como forma de intimidação e convencimento.

Ex.: A prova será baseada neste filme. Vocês decidam se irão ou não assisti-lo. Não vou obrigá-los, pois a nota é de vocês. – comunica o professor a seus alunos.

Just.: A falácia se apresenta em "não vou obrigá-los", já que o argumento é uma ameaça. O professor impõe uma condição obrigatória para a realização da prova e tenta livrar sua culpa expressando "não vou obrigá-los".

Contra o comum ofensivo – É cometida quando, em vez de tentar refutar a verdade do que se afirma, ataca o homem que fez a afirmação.

Ex.: Os filmes de Martin Ritt e Robert Rossen são desprovidos de qualidade