O SURGIMENTO DO LIVRO
O mais fecundo invento do homem, a ferramenta mais maravilhosa por ele criado, foi o livro. Desde sua aparição há milênios de anos houve uma evolução da pedra ao papel, tendo uma carreira vertiginosa. Esta ferramenta permitiu ao homem, um aumento considerável em sua capacidade de memória.
A primeira forma que teve o livro foi oral (no Egito e Mesopotâmia hinos e poemas; na Grécia os poemas Ilíada e Odisséia só foram difundidos tardiamente em forma de livro), que perdurou durante milênios inclusive convivendo com o livro escrito. A forma material se adaptou as características das novas situações sociais, de acordo com as necessidades de informações e dos materiais disponíveis.
O homem primitivo dispunha de vários meios de expressão que ia da linguagem oral, ao desenho, passando pelos gestos, pelos entalhes sobre matéria dura e etc, que se diversificou em idiomas, a partir da transformação da linguagem visual com a invenção dos primeiros sistemas de escrita. Esta é apenas um entre inúmeros outros sistemas de linguagem visual, ela tende a coincidir com a linguagem articulada, disso resulta o sistema gráfico.
A escrita pictografia aparece 4.000 a.C. como primeiro alfabeto que temos conhecimento, através de desenhos simplificados de pinturas e esculturas nas grotas pré-históricas. Ao lado destas podemos colocar as mnemônicas, por exemplo, os quipos (cordões formados por fios de lã e de cores diversas), usados"pelos incas como sistema de comunicação, assim, um machado significa a guerra, cores brilhantes são reservadas aos objetos agradáveis e etc.
A escrita fonética permitiu que a letra escrita produzisse o mais simples e perfeito de todos os sistemas. A escrita ideográfica representou os objetos por um sinal que os interpretasse graficamente e as idéias, entre eles os caracteres chineses, cuneiformes (entre os sumérios, gravavam figuras sobre tábuas de argila, usando estiletes) e hieróglifos (ideogramas egípcios).
Desde os primeiros tempos, o homem procurou registrar suas impressões sobre o mundo, utilizando para isso pedra, materiais inorgânicos e orgânicos à base de tintas vegetais e minerais. Na antiguidade, o homem experimentou outros suportes encontrados na natureza, como forma de visualizar a escrita, como argila, ossos, conchas, marfim, folhas de palmeiras, bambu, metal, casca de árvores, madeira, couro, papiro, velino, pergaminho, seda e finalmente, o papel.
A argila era um agregado de vários minerais, de consistência terrosa, que, amassado com água, é suscetível de modelagem para a escrita, que adquire grande dureza sob a ação do calor.
O papiro é uma planta aquática, cujo talo era cortado na parte interior onde se encontravam as fibras resistente e flexíveis, e que unidas em lâminas serviam de superfície próprias para escrever. Esta planta era encontrada as margens do rio Nilo, no Egito.
Diante ad escassez e do alto custo do papiro, os persas, em Pérgamo, na Ásia Menor, passaram a substituí-lo pelo velino e pergaminho. Ambos são peles de animais (não nascidos, como os fetos, ou os muito jovens), recebiam um tratamento específico de raspagem, banhos de soda e secagem em bastidores, o que lhes davam uma propriedade alcalina de boa durabilidade, características para torná-los flexíveis e apropriados para escrita.
Até o século II da nossa era, na China, a seda era o material mais usado para registrar a escrita, mas devido ao custo, um chinês chamado T sai Lun, revolucionou o curso da história, inventando um oaterial fabricado inicialmente de fibras têxteis (cânhamo), que misturados à água e cola vegetal, formavam a folha de papel, depois de eliminado o excesso sobre um bastidor de seda e bambu. Usado inicialmente em cerimônia religiosas, devido ao seu valor o papel tornou-se, durante cinco séculos, propriedade exclusiva dos chineses.
Ferramenta