CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DE FOTOGRAFIAS
1. INTRODUÇÃO
A técnica e arte de produzir imagens visíveis sobre superfícies, direta ou indiretamente, pela ação da luz ou outra forma de energia radiante é chamada de fotografia.
Com a Revolução Industrial verifica-se um enorme desenvolvimento das ciências e o surgimento de novas invenções que influenciaram nos rumos da história moderna. A fotografia é uma das invenções de papel fundamental, por transmitir novos conhecimentos e informações explícitas e implícitas, servindo de instrumento de apoio à pesquisa nos diversos campos do saber, bem como uma forma de expressão artística, procurando transformar a consciência do ser humano através das emoções que as imagens provocam. O homem passou a ter um conhecimento mais amplo e preciso de outras realidades que lhe eram, até aquele momento, transmitidas apenas pela tradição escrita, verbal e pictórica.
A invenção veio para ficar. Seu consumo crescente e intenso proporcionou o aperfeiçoamento da técnica de produção que inicialmente era feita de forma artesanal.A enorme aceitação, em especial nos centros europeus e nos Estados Unidos, notadamente na década de 1860, propiciou o surgimento de verdadeiros impérios industriais e comerciais. Após este breve histórico da fotografia, nos deteremos em abordar a importância da preservação e conservação da mesma como uma rica fonte de informação.
2. ESTRUTURA DA FOTOGRAFIA
A fotografia, em sua grande maioria, possui uma estrutura dividida e três camadas. São elas: uma camada de suporte primário (composto basicamente por metal, vidro, papel e plásticos) uma camada aglutinante, (os aglutinantes mais comuns eram constituídos de albúmem, colódio ou gelatina), onde é formada a imagem visual que é essencialmente para garantir uma imagem duradoura e inalterada. E o material da imagem final, que por sua vez, está na maioria das vezes impregnado na camada aglutinante que repousa sobre o suporte primário.
A parte da fotografia que se transforma em imagem visível constitui-se de partículas metálicas finamente divididas, ou no caso das fotografias coloridas, de corantes ou pigmentos. Os materiais que formam a imagem podem ser prata metálica, platina, ferro e uma ampla variedade de corantes e pigmentos. Essas partículas, juntamente com a camada aglutinante e o suporte são indispensáveis para o inicio de uma boa preservação.
3. A LEITURA DA FOTOGRAFIA
A leitura de uma fotografia é bidimensional e prospectiva. Ela se da de acordo com os componentes dentro da imagem.
A leitura é dividida em três fases. São elas :
1. Percepção : É puramente ótica, os olhos percebem as formas e as tonalidades dominantes sem as identificar. Ela é igualmente muito rápida e não ultrapassa mais que meio segundo.
2. Identificação : É uma ação às vezes ótica, às vezes mental como a leitura de texto. O leitor identifica os componentes da imagem e registra mentalmente seu conteúdo.
3. Interpretação : É uma ação puramente mental. É nesse estado que se manifesta o caráter polissêmico da fotografia. Quando os leitores fazem parte do mesmo meio sociocultural tendem a fazer a mesma leitura de identificação, mas cada um interpreta de sua forma, em função da sua idade, sexo, profissão e ideologia.
A fotografia é assim a mídia que estimula melhor a comunicação e reflexão, provocando reações emocionais mais espontâneas e quase sempre mais intensas sendo muitas vezes mais agressiva e mais realista que as outras formas de expressão usadas hoje. Ela não deverá dar informação suplementar, fornecendo a informação própria da linguagem fotográfica, utilizando todos os recursos visuais de que dispõe a fotografia como forma de expressão, como técnica e como documento.
4. A CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DAS FOTOGRAFIAS
Inicialmente, cabe fazer
Ferramenta