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Apreciação de uma Peça de Teatro - Cantora Careca

Trabalho por Simone Oliveira Machado, estudante de Arte @ , Em 22/04/2003

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Apreciação Peça de Teatro - A CANTORA CARECA 


Identificação do Texto

Autor

Eugene Ionesco, dramaturgo francês (1909-1994).

Teatrólogo, romancista romeno radicado em Paris, Caritador do antiteatro, também chamado Teatro do Absurdo.

Em 1948, desejando aprender inglês caiu-lhe em mãos um manual de conservação franco inglesa. Ai nasceu a idéia da peça A Cantora Careca (La Chantatrice Chauve), encenada em 1956.

Tinha como frases preferidas:

"Ideologias nos separam. Sonhos e angústias nos unem."

"Pensar contra a corrente de seu tempo é heróico; dizê-lo é loucura".

 

Ano de Produção

Produzida em 1950, e representada pela 1ª vez Thêatre das Noctambules em 11/05/950, pela Cia. Nicole Bataille, com encenação de Nicolas Bataille.

 

Enredo (Resumo do Assunto)

A peça muito fora da realidade, inicia-se com o casal Smith comentando sobre o jantar que acabara de ser saboreado e relatam detalhadamente o que comeram. Falam sobre seus filhos, sua neta, os vizinhos, o médico dos vizinhos, o qual gera uma pequena discussão comparando o médico com um navio.

O casal Smith recebe em seguida o casal Martin que eram esperados para o jantar, como chegam atrasados acabam não jantando.

O casal Martin começa um diálogo fora da realidade, como se estivessem se conhecendo naquele momento e falam sobre fatos de uma vida em comum, de sua filha de 2 anos, até chegaram a conclusão que eram casados. (Elizabeth e Donald).

A empregada Mary confunde o público dizendo que na verdade eles não são casados e que sua filha não é sua filha.

Os dois casais começam a conversar coisas absurdas e sem sentido como por exemplo um senhor de aproximadamente 50 anos que curva-se na rua para amarrar o sapato, ou mesmo um homem sentado no banco de ônibus lendo jornal; acham extraordinário.

A campainha toca várias e vezes e nunca há alguém a porta. Começa uma discussão de que nem sempre quando se toca a campainha há alguém na porta.

Em meio a discussão a campainha toca novamente e o Capitão do Corpo de Bombeiros entra e a discussão recomeça até que o bombeiro esclarece que quando a campainha toca pode ou não ser alguém. Todos concordam.

O bombeiro pergunta se existe algum fogo para ser apagado e é convidado para ficar e contar anedotas.

Contam várias anedotas sem sentido e absurdas, histórias sem pé nem cabeça.

A criada Mary entra querendo contar também uma anedota, reconhece o bombeiro e se abraçam.

Os dois casais ingleses rejeitam a anedota de Mary e a criticam por ser apenas uma criada, mas ela insiste e acaba recitando um poema sem sentido e é retirada da cena.

O bombeiro ao ir embora, pergunta sobre a cantora careca, e a Sra. Smith diz que ela continua usando o mesmo penteado.

Os dois casais continuam a conversa sem sentido, agora mais absurda do que antes e a peça é encerrada.

 

Personagens

Personagens principais

Esta peça tem como personagens principais os dois casais, a criada e o bombeiro, composto por:

  • Sr. Smith
  • Sra. Smith
  • Sr. Martin
  • Sra. Martin
  • Mary (criada)
  • Bombeiro

  

Personagens secundários

No início da peça são citados alguns outros personagens que não aparecem em cena como:

  • O filho do casal Smith e da filha Helena
  • A neta do casal Smith Peggy
  • Mrs. Parker que conheceu o vendeiro Popesco Rosenfeld
  • Dr. Mackensie King que cuidava dos vizinhos "Johns"

 

Perfil das Personagens ( características psicológicas mais importantes).

Difícil dizer o perfil dos personagens visto que a peça é