Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

A Obra de Arte na Era da Reprodutividade Técnica

Trabalho por Karine Marinho, estudante de Arte @ , Em 22/04/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

Resenha do texto "A Obra de Arte na Era da Reprodutibilidade Técnica", de Walter Benjamin

Walter Benjamin, em "A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica", exibe a evolução da reprodutibilidade da arte. Abordando as formas de reprodução, como a xilografura e a litografia, desempenhadas por artesãos, mostra que na fotografia o processo de cópia cabia agora ao olho, e não às mãos.

O que não está contido na reprodução é o "aqui e agora" da obra autêntica, banalizando o singular, pois quando uma obra passa a ser multiplicada, sua existência se torna serial e não única.

Essas novas técnicas de reprodução alteram o caráter da obra de arte. Se de alguma forma a obra de arte sempre foi reprodutível, o fato é que a cópia já não é vista como imperfeição ou falsidade. A possibilidade de reproduzir indefinidamente uma obra - processo que começara com a xilogravura e atingira seu ápice com o cinema - torna obsoleta a idéia de cópia.

Aura, uma figura singular, tem seu conceito abalado pela reprodução de imagens (como a fotografia e o cinema). A reprodutibilidade seria o fim da arte aurática, do culto ao objeto único e da autenticidade. A obra de arte reproduzida é cada vez mais a reprodução de uma obra de arte criada para ser reproduzida.

Como o cinema foi feito para a reprodução, para o coletivo, o impacto sobre o conceito de unicidade da obra é colocado em questão. Para Benjamin, isso é algo positivo, visto que ele afirma que o cinema aumenta a possibilidade de libertação da arte, desmascarando a ideologia elitista.

A mudança pela qual passa a obra de arte faz com que ela se aproxime dos espectadores por conta de seu poder de reprodução. Aumenta seu valor de exposição. A obra de arte perde, assim, sua aura.

A fotografia supera o valor de culto, pois nunca as obras de arte foram tão reprodutíveis como hoje. Se a fotografia e o cinema foram o primeiro abalo na idéia de autenticidade artística, a internet a destrói de vez. Uma obra de arte criada para a rede é infinitamente reproduzível.

Como toda forma de arte conhece épocas críticas, é necessário abordar o movimento dadaísta, que tentava atingir o objetivo de inviabilizar qualquer contemplação pela desvalorização sistemática. Com isso, teria favorecido o aparecimento de efeitos que o público procura no cinema.