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A Mulher Executiva

Trabalho por Orneide dos Santos Nascimento, estudante de Arte @ , Em 22/04/2003

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ENSAIO - A MULHER EXECUTIVA

inegável que as organizações já contam em seus quadros profissionais, com um grande contingente feminino, de mulheres bem preparadas e, trazendo excelentes resultados para suas empresas; hoje não mais como exceções ou como substantivo feminino, mas num sentido composto de atuação profissional, independente de sua condição feminina.

No entanto percorrer este caminho, não tem sido fácil na história das organizações e na história de vida de muitas mulheres. Inicialmente, a ausência de modelos de liderança feminina, por muito tempo levou a mulher a copiar os modelos masculinos e por certo até exagerar em algumas características, que por muitas vezes, mais pareceu caricatura. Neste início, nem pensar que o "ser feminino" poderia contar como vantagem.

Interessante até notar que o traje clássico e elegante para a executiva ou para a mulher que trabalha fora, também se tornou muito próximo ao jeito do homem – taillers, terninhos, blazers sobre vestidos, etc. - fazendo até um belíssimo contraste entre o feminino do "conteúdo" e o masculino do "continente".

Manter o conteúdo feminino em equilíbrio tem sido desafiador e aqui não se trata de discursos feministas, pelo contrário trata-se do equilíbrio do Ser Humano – válido para homem e mulher.

As exigências e pressões que vem do Papel Profissional em geral sufocam os demais papéis que precisamos exercer. Se tomarmos, por exemplo, um dia de 24 horas, cerca de 10 horas, no mínimo, são investidas no trabalho (trânsito, reuniões ou horas extras, participação em entidades de classe, etc...), cerca de 10 horas são dedicadas às nossas necessidades básicas (comer, dormir, tomar banho, ir ao banheiro, e outras) - são apenas 4 horas diárias, ou seja, 17% nos restam para viver outros papéis - PAI, MÃE, ESPOSO (A), AMIGO(A), CIDADÃO (Ã), FILHO(A), IRMÃO(Ã), etc., e ainda principalmente – tempo para cuidar de você mesmo – cuidado físico, lazer, espiritual, emocional, etc. Especialmente para a Mulher, este tem sido um desafio de equilíbrio. A transmissão dos valores essenciais dos seres humanos, ainda é papel da família. A escola ou outros cuidados, não substitui a necessidade que as crianças tem de sentir a coerência entre o discurso e a prática pela observação e convivência com a família.

E isto, sem dúvida passa mais perto do papel feminino.

O núcleo familiar é a base de sustento e o equilíbrio dos papéis entre homem, mulher, pai, mãe e profissional tem sido muito desafiador.

A maior parte dos problemas sociais são decorrentes deste desarranjo básico que é a família. Problemas econômicos em geral não se sobrepujam aos demais desencontros. Problemas com drogas entre jovens também tem base na ausência de um núcleo familiar equilibrado e competente para apoiar e tratar conflitos.

Como conciliar, como priorizar, como a empresa pode contemplar em seus princípios e valores o peso adequado para a vida familiar. Indivíduos equilibrados são mais saudáveis, encaram seu trabalho como fonte de prazer e não como fardo, são mais criativos, portanto mais contribuidores, pois doam seu talento e seu potencial sem culpas. Pessoalmente este também tem sido meu desafio - na condição de viúva há 8 anos, com uma filha de 8 anos e meio, tenho atuado com afinco no papel profissional e simultaneamente nos papeis de Pai e Mãe, alternando pesos e culpas nos vários papéis. Mas - como eu muitas mulheres tem buscado este equilíbrio.

Hoje sei que alguns ingredientes podem ajudar nesta balança, por exemplo, se começarmos por nós mesmos. Isto é – se eu, pessoalmente estiver em equilíbrio, em Paz – que eu posso obter através do meu contato com Deus, a minha comunhão com o Pai, se colocar em primeiro plano o meu equilíbrio