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A História do Teatro Grego

Trabalho por Taione Batista Silva Lima, estudante de Arte @ , Em 22/04/2003

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TEATRO GREGO

SÃO LUÍS

2002

 

INTRODUÇÃO

Para que o instinto plástico e rítmico dos primitivos fizesse nascer a arte teatral teve primeiro de disciplinar o seu tumulto orgíaco e elevar-se a uma visão mais coerente do universo. Encontram –se ainda hoje, na China, vestígios de bailados

milenários , cuja marcação reproduz o curso dos astros. E, em antiguidade não me-

nos remota, ligando-se à magia funerária, no Egito, celebravam os mistérios de Osíris, deus que morre e ressuscita, simbolizando assim o ciclo das estações.

Todavia, o drama só se desligou verdadeiramente do ritual sagrado quando soube fazer da aventura humana o centro e objeto da representação. Tal transformação deu-se nas margens do Mediterrâneo, graças ao gênio grego.

DESENVOLVIMENTO

A democratização das cidades estados (Atenas e Esparta) foi a grande responsável pela evolução do teatro grego. Esse se tornou uma arte popular, assistindo inclusive pelos cidadãos pobres. A cidade mais democrática, Atenas, foi a que teve o teatro mais desenvolvido. As autoridades as pessoas ricas financiavam os espetáculos, que faziam parte das festas religiosas e cívicas da polis.

Até o século IV a.C., as representações teatrais eram feitas em locais improvisados, A partir daí, por toda a Grécia, surgiram os teatros-permanentes, onde os espetáculos eram encenados ao ar livre.

Os atores eram sempre homens, mesmo nos papéis femininos, já que as exibições públicas eram vedadas as mulheres, e utilizavam máscaras que os despersonificavam, Para que pudessem representar os diversos papéis em uma mesma peça.

Os espetáculos teatrais parecem ter se originado nos festivais em homenagem ao deus Dionísio. Havia dois tipos de espetáculos. A tragédia, que significa "canção da cabra" , abordava temas solenes ligados aos mitos, lendas e tradições Segundo alguns atores, teria recebido esse nome ou porque uma cabra era sacrificada durante os festivais ou por ter sido esse animal um dos primeiros prêmios recebidos pelos vencedores dos torneios.

Estrutura da Tragédia:

  • Prólogo: cena introdutória
  • Párodos: canto de entrada do coro
  • Episódios: parte correspondente aos atos modernos
  • Stásima: canto do coro entre os episódios
  • Êxodo: canto coral ou cena final

A tragédia visava contribuir para educação intelectual, moral e cívica dos cidadãos, discutindo seus problemas sociais e da pólis. A tragédia também não se Preocupava com a composição psicológica individual das personagens, porque os principais conflitos não eram os dos indivíduos entre si, mas aqueles que existiam entre os indivíduos e o Universo.


Os principais escritores de tragédia foram: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.

Ésquilo (525 – 456 a.C.) defendia a submissão total do homem às forças sobrenaturais, aceitando toda a antiga mitologia religiosa do mundo grego. Eram as divindades que, por meio de uma ação direta, sem qualquer resquício de piedade ou justiça, manipulavam os destinos humanos. Por maldições hereditárias, os homens estavam submetidos à vingança a ao ciúme dos deuses, que lhes enviavam inúmeras provocações.

Sófocles (496 – 406 a.C.) embora não abandonando a religiosidade tradicional, retirou a primazia dos deuses sobre a definição dos destinos humanos. O homem, considerado por ele a obra mais admirável, continua submetido ao destino. Mas este

era menos opressivo e mas ligado às noções de justiça e responsabilidade. Suas personagens eram mais psicológicas, raciocinavam e matizavam seus comportamentos, que variavam desde a violência apaixonada até os mais sutis sentimentos.

Eurípedes (480 – 406 a.C.) era um crítico das tradições religiosas, por ele julgado como inverossímeis ou mesmo imorais. Ele era um descrente, individualista e