Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Aleijadinho

Trabalho por Marcos Roberto, estudante de Arte @ , Em 09/04/2006

5

Tamanho da fonte: a- A+

ANTÓNIO FRANCISCO LISBOA

"O ALEIJADINHO"


Escultor: 1730(?)-1814.

QUANDO TUDO ACONTECEU...

1730: Data provável do nascimento de António Maria Francisco em Vila Rica, Minas Gerais, Brasil. - 1766: Inicio da construção da Igreja de S. Francisco, Vila Rica (Ouro Preto) - 1767: Morte de seu pai - 1772: Admitido na confraria de S. José dos Pardos - 1774: Construção da Igreja de S. João de El-Rei (Tiradentes) - 1777: Manifestação acentuada da doença; casamento do seu filho - 1784: Presidente da Confraria de S. José - 1796: Morre o seu escravo Agostinho; é contratado para a execução das esculturas de Congonhas do Campo - 1796/1799: Executa grande parte das estátuas de Congonhas do Campo -1814: Morre e é sepultado em Vila Rica (Ouro Preto).


AI, QUE TANTA ARROBA DE OURO...

Ai, que tanta arroba de Ouro.

Deixa os sertões extenuados...

Ai, que tudo é muito longe,

Ai, que a Providência fala

Pelos homens desgraçados...

Nos princípios de setecentos Lisboa começa a ver chegar os carregamentos de ouro do Brasil. É uma riqueza que se sente.

Uma certa sociedade sabe ostentar os seus bens. Os mais pobres, artesãos e camponeses, não ficam alheios aos sonhos que uma melhor vida pode tornar reais. Os marinheiros que arribam contam histórias das terras distantes donde vem o ouro.

As construções são um reflexo de um pais rico. Em Mafra inicia-se a construção de um grande convento, que servirá de escola a muitos artistas. Alguns partirão depois para outras terras levando conhecimentos e práticas que ali adquiriram.

De Odivelas parte Manuel Francisco Lisboa. Também ele pensa numa vida melhor. No Brasil já o espera o seu irmão António Francisco Pombal. Certamente ali será mais fácil passar de artista a mestre, trabalho é o que não falta numa região que tanto se desenvolve.

Em Ouro Preto, Minas Gerais, a exploração mineira que se iniciara em 1698 é agora uma realidade. Durante muitos anos não há-de parar e em 1728 vão aparecer também os diamantes. Nem tudo o que se extrai é enviado para Portugal, que tolos não são eles... Há que mudar de nome, Ouro Preto já não é. Em 1711 passará a chamar-se Vila Rica. Boa terra para Manuel Francisco se instalar.

Em 1724 obtém a carta de carpinteiro. É das melhores, pois abrange ofícios vários - entre eles o de desenhar plantas. Em 1730 é já mestre de obras. A Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica, a capela-mor de Igreja de Castas Altas são algumas das obras a que está ligado.

É já um homem com alguma importância, tem a sua oficina, os seus operários e os seus escravos. Entre estes Isabel, de origem africana, que terá um filho do seu senhor. O dia em que ele nasce é incerto, o do batismo também, ou não seja a criança um bastardo, um mulato. No entanto o pai dá-lhe o seu nome: António Francisco Lisboa.

Em 1736 Manuel Francisco casa-se com Antonia Maria, do Funchal. Têm quatro filhos, um deles será padre. Quanto ao António Francisco, cresce como qualquer menino da sua condição. Cedo aprende que terá de se fazer à vida, a bens de herança não terá direito. A oficina do pai é o local aonde vai passando o tempo. Vai aprendendo o que por lá se faz - desenho, arquitetura, ornamentos. A escultura e o entalhe parecem atraí-lo mais - assim se ocupa, e um ofício sempre lhe poderá servir para alguma coisa. Conhece também João Gomes Batista, que estudara desenho e gravação de metais em Lisboa, e que trabalha agora na Casa de Fundição de Vila Rica. Quanto ao resto, aprende com os frades de Vila Rica apenas o essencial: música, latim e, claro!