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Diagnóstico de Conservação da Igreja DAjuda

Trabalho por Eduardo de Araújo Froes, estudante de Arte @ , Em 22/04/2003

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DIAGNÓSTICO DE CONSERVAÇÃO DA IGREJA D’AJUDA


Introdução

Este é um relatório não técnico que procura avaliar de forma superficial o estado de conservação da Igreja D’Ajuda. Conta com um resumo dos aspectos históricos desde a primeira construção com a chegada de Thomé de Souza até a arquitetura atual que representa o objeto de análise. 

São detectados os principais agentes de degradação, ou seja, os mais evidentes constatados pela visita realizada em 23 de abril de 2001.

Por se tratar de um diagnóstico experimental, ou seja, fora dos padrões metodológicos de um relatório técnico de conservação, muitos detalhes e informações podem não estar presentes. Entretanto, é uma iniciativa que busca não apenas encontrar e apontar os erros, mas sobretudo, denunciar o descaso das autoridades pelo nosso Patrimônio Cultural.


Aspectos Históricos

Com a chegada de Thomé de Sousa em 1549, tendo por objetivo centralizar a administração das Capitanias Hereditárias e consequentemente fundar a Cidade do São Salvador, deu-se início várias construções envolvendo arquitetura militar, civil, administrativa e religiosa.

A Capela de N. S. da Ajuda foi a primeira que os Jesuítas ergueram em 1549, construindo-a com as próprias mãos, "porque então, todos trabalhavam e até o Governador Tomé de Sousa, levava aos ombros caibros e madeiras para as casas e muros da cidade". Feita de madeira retirada das matas de Guadalupe e coberta com palha de ouricuri. Historiadores como Gabriel Soares de Souza chegou a considerá-la como a Igreja Sé no princípio da formação da cidade. Em 1579 foi reconstruída em pedra e cal, permanecendo com essa estrutura arquitetônica até 1912.

Até o ano de 1912, a Capela D’Ajuda era o terceiro templo católico erigido no Brasil e o segundo na cidade do Salvador, sendo o primeiro a Igreja de N. S. da Vitória, iniciativa de Diogo Alvares Correia entre os anos de 1529-30.

Com a reforma Urbana durante a primeira administração do Governador J. J. Seabra (1912-1916), foi condenada a antiga capela por necessidade de alargamento da zona em que estava situada. No dia 16 de agosto de 1912 foi celebrada a última missa, fato que foi registrado pelo Jornal de Notícias: "Por motivo da sua próxima demolição, requerida pelos planos dos grandes melhoramentos materiaes do districto da Sé, celebrou-se hoje a ultima missa na secular capella da Ajuda, a primeira egreja edificada no centro da cidade da Bahia".

"O templo demolido tinha as suas paredes ornadas com grandes painéis pintados em 1843 por José Rodrigues Nunes, artista de grande cultura e renome. Esses retábulos que eram colocados nos ‘passos’ para as cerimônias das Procissões dos Passos e da Paixão, foram transferidos para o Museu do Estado".


A nova Igreja D’Ajuda

Em parte do terreno onde se localizava a antiga igreja, foi reconstruído o novo templo que passou a ocupar uma área de 240 m², aproximadamente, sendo a construção de alvenaria de pedra e tijolos, possuindo vitrais importados da Bélgica.

A pequena Igreja foi construída em posição oposta à antiga que possuía a fachada para o lado norte e a atual para o lado sul. Foi seu construtor e autor do projeto o arquiteto italiano Julio Conti, sendo inaugurada em 1932, em estilo Neo-Gótico Manuelino. Internamente a igreja está decorada com pinturas em suas paredes e forros. "Estas pinturas foram executadas pelo professor Oreste Sercille, com o auxílio do seu filho Bruno".

Há uma divergência na informação sobre a data de inauguração. O Pequeno Guia das Igrejas da Bahia coloca que fora "aberto ao culto divino em 6 de junho de 1923" e os registros do Iphan datam