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Análise Estética do Filme

Trabalho por Eduardo de Araújo Froes, estudante de Arte @ , Em 22/04/2003

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O filme Gladiador entra para o hall das grandes produções cinematográficas Holyhoodianas. Realizado pelo grande mestre da direção, Ridley Scott e atuação do ator Russell Crowe interpretando o general romano Maximus, Gladiador atinge grande sucesso de público contando uma história épica, entre tantas já produzidas, sobre o Império Romano.

A história se passa no final do Império do César Marco Aurélio que é assassinado pelo próprio filho para ocupar o trono. A grande admiração que o imperador Marco Aurélio tinha pelo general romano Maximus, homem por ele escolhido para ocupar o seu lugar, provocou a ira em seu herdeiro que ameaçado mata o pai e assume o Império de Roma. A trama se desenvolve a partir do momento em que o general Maximus não aceita a proposta do corrupto e incestuoso herdeiro para seguir ao seu lado e comandar o exército romano.

Por vingança, o novo imperador manda assassinar Maximus e sua família. A habilidade de luta do general faz com que ele consiga escapar da morte, mas não de livrar a família do destino encomendado. Transformado em escravo, o general romano Maximus, torna-se um gladiador. Seu poder na arena acaba por levá-lo a Roma, ao coliseu e a um confronto de vingança com o novo imperador.

Ridley Scott soube utilizar muito bem os recursos necessários para esta grande produção. Figurino, efeitos especiais, fotografia, sonoplastia, transformam em uma só unidade a obra. Um elemento muito bem utilizado, mas não de forma grotesca, e que tem grande influência sobre o gosto do público perpassa pelas cenas mais violentas, por que não dizer sangrentas. Não são poucas as vezes que o sangue é jorrado em meio as barbáries, seja nas primeiras cenas do filme que reproduz uma batalha ou nas lutas entre os gladiadores.
Se analisarmos o conjunto como estímulos para os nossos sentidos vamos notar que não há rupturas ao perceber a fotografia, a sonoplastia, ou seja, aplicando os conceitos da nova psicologia que afirma que percebemos o conjunto e não as partes para depois compreender o todo.

Quando falamos em fotografia estamos tratando basicamente da percepção visual. As cores falam por si só. Esse recurso fora muito bem aplicado. As primeiras cenas do filme contextualizam um ambiente em guerra ou de uma guerra. A fotografia tende a ser pálida, praticamente sem cores. Outro aspecto também relevante em qualquer produção cinematográfica, são os efeitos produzidos pela localização e uso da câmera, como também o tempo de duração de determinadas cenas.

Ainda nas primeiras cenas do filme é possível perceber esses efeitos. Em alguns momentos da batalha a sensação de perturbação devido ao acelerado movimento das imagens é inevitável. É como se estivéssemos atingindo o auge do conflito, mas de repente, aquele dinamismo é retardado para capturar um determinado foco que fora considerado de grande importância, como por exemplo, Maximus (Russell Crowe) se defendendo e violentamente decapitando seu inimigo. Um aspecto que muitas vezes, para um público menos atento, transforma-se em secundário é o sonoplastia. A audição se faz presente também para dar um ritmo ao filme. Não basta o desencadear das cenas, mas o som adequado propicia e estimula o processo de percepção da obra. A união de ambos consuma uma totalidade nova e irredutível, mediante os elementos que entram em sua composição. "Minha percepção, então, não é uma soma de dados visuais, táteis ou auditivos: percebo de modo indiviso, mediante meu ser total, capto uma estrutura única da coisa, uma maneira única de existir, que fala, simultaneamente, a todos os meus sentidos" .

No filme Gladiador essa união, som e imagem, é percebida do início ao fim. As vezes intercalados entre diálogos ou mesmo utilizado como fundo musical para aumentar e aguçar a emoção necessária para aquela cena. Nos momentos de tensões, como os antecedentes as batalhas entre os gladiadores, nas próprias batalhas misturando-se aos sons das