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A Tradição da Inquietude

Trabalho por Luciana da Silva Vicente, estudante de Arte @ , Em 23/09/2005

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A TRADIÇÃO DA INQUIETUDE


Com a instauração da modernidade, ocorreram modificações que rompiam com os padrões tradicionais da época.

A Arte toma um conceito da antítese, o objeto agora ultrapassa sua condição de utilitário, assumindo um sentido intelectual, algo além da sua configuração original.

Essa nova Arte, um novo modo de pensar a Arte, com a utilização de objetos, não foi aceita à priori. Mas, com o decorrer do tempo, foi inserida na sociedade, transferindo-se em modelos ideais a serem seguidos assim como obras do passado. Passa então, de algo inovador para uma tradição, perdendo assim o seu ideal.

Sabe-se então, que não há uma linha que delimita a passagem do moderno para o contemporâneo. Apenas dois fatures diferem estes estilos: o primeiro é o fato de que o contemporâneo resgata o essencial resultante do modernismo, assimilando, recuperando, inovando; o segundo é a mudança da hegemonia do mercado, de Paris para Nova York.

Nova York não tinha fronteira de mercado, facilitando assim o acesso à Arte para todo o mundo, assim, a Arte deixa de ser uma exclusividade dos europeus.

A técnica, passa de primordial (Arte Moderna) para necessária, tornando-se primordial a expressão do artista (Arte Contemporânea) e isso é claramente observado na gestualidade, no movimento, na materialidade, na cor, entre outras coisa que agora expressão os sentimentos do artista.

A Contemporaneidade rejeita uma linha de pensamentos fixa; pois ela não busca mais, como foi no caso do Modernismo, matar a própria Arte.

Como nos diz o autor Ronaldo Brito, em seu texto "Moderno e Contemporâneo", a Arte não pode e não tem o poder para matar a Arte. Pois, mesmo que quisesse não conseguiria, porque a Arte se tornou algo que já está fundamentada na própria história muito longínqua, e através desta foram produzidos inúmeros conhecimentos que caminham com a humanidade.

Portanto, não há teoria sobre a contemporaneidade, pois está tornou-se uma fusão dos "ismos" que se atropelam para depois encontrarem o seu sentido, ora divergente, ora convergente, desaparecendo assim, a nitidez de sua linhagem.