Arte e Tecnologia
Para começar a falar de arte, ressalto que os primeiros artistas da humanidade, foram os homens da idade paleolítica. A arte manifestou-se como linguagem, produto da relação do homem com o mundo onde as imagens desenhadas nas paredes das cavernas foram feitas a partir de um olhar. Nos dias de hoje o ensino da arte é tão importante que a cada dia cresce no país todo.
Segundo Buoro (2002, p.28):
Só com investimento de toda sorte a construção de conhecimento em arte deixará de ser uma ficção ou de se manter restrita a um universo de privilegiados para encarnar-se de fato na realidade concreta, passando assim a participar da vida dos brasileiros. A melhor capacitação dos agentes envolvidos em projetos que integram a arte e a educação é, pois, o passo decisivo para despertar outros indivíduos para o contato e as experiências que a arte proporciona.
Fazendo leituras em catálogos de exposições artísticas é possível perceber que muitos artistas estão utilizando cada vez mais o computador, como instrumento de criação para as suas obras; na era digital, o ciber espaço vêm sendo utilizado para múltiplas criações artísticas, isso porque as novas tecnologias possibilitam o desenvolvimento de novas poéticas.Como exemplo, temos o artista plástico Ruma, que trabalha as mais diversas possibilidades plásticas das mídias eletrônicas( fig.1.),assim, ressalto que essa associação entre as artes gráficas e plásticas acontece desde o surgimento do design, mas as novas tecnologias estão aproximando cada vez mais a estética visual de ambas.
Fig.1 . Gravura Eletrônica "E Aí ?" 1998
Fonte:www.ruma.com.br
Outro artista que também trabalha com essa poética, é o colombiano Carlos Fajardo, que utiliza a máquina como um instrumento que facilita a criação de projetos, com isso suas gravuras eletrônicas (Fig.2), são carregadas de valores onde, cada observador, independentemente de sua cultura e outras variáveis, se delicia com os movimentos e as sensações que as cores transmitem. Há uma singular e indescritível beleza nos trabalhos da artista, traduzindo um universo pictórico em um percurso harmonioso entre desenhos e pinturas.
Segundo Domingues(1999, p.40):"Nas criações, o computador está deixando de ser uma mera ferramenta, em que os artistas, em uma postura retrovisora, somente buscavam reproduzir formas em técnicas que se parecem com o pastel, pintura, colagens, sem entender o computador no que ele nos oferece como um sistema".
E essa interatividade ocasiona novas possibilidades de criação através de recursos computacionais e multimídia que distribuem idéias e produzem imagens, estas que fazem interconexões com a ciência e a tecnologia.Nessa experiência, não existe um público contemplativo, mas sim sujeitos que interagem no processo criador, como elemento ativo. Domingues (1999, p.39), ressalta que:" Nas tecnologias interativas, o público é um participante da experiência, abandonando a velha contemplação e suas interpretações passivas, para dialogar através de dispositivos circulando em sites, ondas, fluxos, em trocas imediatas, em escalas planetárias, em estados de navegação, imersão, conexão, transformação, emergência."
Dessa forma a tela do computador deve ser vista como um suporte na qual podem ser utilizadas diversas criações. Para Domingues (1999, p,41): "Estamos diante da arte como um campo novo de possibilidades, de uma arte que enfatiza a transformação, a metamorfose, o fluxo, o processo, o vir-a-ser".
Com relação a produção de conhecimento de imagens ressaltamos os meios tecnológicos contemporâneos, que produzem significados artísticos isso porque a arte sempre utilizou-se das inovações tecnológicas, tanto que como exemplo destacamos que a fotografia e o cinema perpetuam a arte através dos tempos.Pimentel (2002, p.115) ressalta que: "O uso de novas tecnologias na escola se faz, tradicionalmente com alguma defasagem em relação ao seu aparecimento. Isso é normal, uma vez que raramente
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