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Velázquez

Trabalho por Cristina Medeiros de Souza, estudante de Arte @ , Em 22/04/2003

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Velázquez


Um dos maiores coloristas de todos os tempos. A maioria de suas telas encontra-se no Museu do Prado (cenas religiosas, pinturas históricas, retratos, nus cenas de interior). As mais famosas são: Os Borrachos, A Rendição de Breda, As Fiandeiras, As Meninas, Filipe IV, A Infanta Margarida d’Austria.

As suas observações da luz solar, como em As Fiandeiras e As Meninas, são consideradas hoje precursoras das pesquisas e conquistas de Claude Monet e Auguste Renoir na segunda metade do século XIX.

Além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XVII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando o dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história.
Obra destacada: O Conde Duque de Olivares.

O maior pintor da escola espanhola.Nasceu em Sevilha, onde em 1610-1 foi confiado como aprendiz a Pacheco ( possívelmente após um breve período de estudo com Herrera, o Velho).Em 1617 tornou-se mestre pintor e no ano seguinte casou-se com a filha de Pacheco.

Foi extraordinariamente precoce, e ainda na adolescência pintou imagens que impressionam pelo espírito e pela completa maestria técnica.O estilo de Pacheco em obras religiosas era italianado, seco e acadêmico;Velázquez revitalizou-o seguindo o conselho de seu mestre de "em tudo basear-se na natureza", e em obras como A Imaculada Conceição (National Gallery, Londres,1618) e Adoração dos Magos (Prado,Madri,1619) criou uma arte religiosa naturalista em que as figuras não são tipos idealizados, mas retratos (sua mulher pode ter sido o modelo da Virgem nessas duas pinturas) e em que a luz, embora representada de maneira realista, possui uma qualidade misteriosa e espiritual.Tais imagens são pintadas, à maneira veneziana, sobre uma base de cor quente, e no forte chiaroescuro, bem como no naturalismo, apresentam afinidade com os trabalhos de Caravaggio e seus seguidores.

Já o trabalho de pincel, denso mas ágil, pertence inteiramente a Velázquez.Ao mesmo tempo que trabalhava nessas imagens religiosas, compôs uma série de bodegones, cenas de gênero que ele revestiu de uma nova nobreza e dignidade.

Em 1622 realizou uma curta viagem a Madri, durante a qual pintou um retrato do poeta Luis de Góngora.No ano seguinte foi novamente chamado à capital pelo primeiro-ministro de Filipe IV, o conde-duque Olivares (1587-1645), também sevilhano.O retrato que o artista pintou do rei(hoje perdido) agradou tanto a Filipe, que este o nomeou um dos pintores da corte, declarando que a partir de então apenas Velázquez pintaria o seu retrato.

Assim, aos 24 anos de idade, o pintor repentinamente se tornara o mais prestigiado pintor do reino de Espanha, conservando pelo restante de sua vida a posição de artista predileto do rei.

Com a nomeação para pintor da corte, as tendências predominantes na sua obra se modificaram.Abandonou por completo os bodegones e, embora continuasse pintando obras históricas, mitológicas e religiosas durante toda sua carreira, trabalhou dali em diante sobretudo como retratista.

Sua técnica também modificou-se com a mudança para Madri, tornando-se mais ampla e fluida sob a influência, em particular, dos Ticianos da coleção real.Embora seus retratos do rei e dos cortesãos sejam grandiosos e nobres, Velázquez humanizou a tradição formal do retrato palaciano espanhol derivada de Mor e Sánchez Coello.Para tanto colocava seus modelos em poses mais naturais, imprimia-lhes mais vida e caráter e eliminava acessórios desnecessários.

Grande era a admiração do rei pelas qualidades pessoais e virtudes artísticas do mestre, e o calor humano com que o tratava era considerado surpreendente, dada a rígida etiqueta que caracterizava a corte espanhola.Em 1627 Filipe nomeou-o "Escudeiro da Câmara", o primeiro de uma série de títulos que lhe trouxeram grande prestígio, mas também ocuparam grande parte do seu tempo em assuntos burocráticos sendo assim parcialmente