Arte Expressionista
Expressionismo (artes)
O Expressionismo, através da distorção de formas e uso característico de cores e linhas procura imprimir impacto emocional aos trabalhos artísticos. De um modo geral, o termo pode designar qualquer trabalho na História da Arte em que o naturalismo cedeu espaço a essa representação emocional e distorcida do mundo - freqüente na arte nórdica. Entretanto, como um movimento (e escrito com maiúsculas), o Expressionismo tem suas origens no final do século XIX e começo do século XX, principalmente através de artistas como Van Gogh , Gauguin (que, apesar de ser considerado simbolista, exerceu grande influência sobre o movimento, exatamente através do aspecto simbólico de suas obras e exotismo), James Ensor (com seu isolamento e expressionismo místico. "Menina com Boneca" pode exemplificar sua obra), Munch e o grupo parisiense Fauves (liderado por Matisse).
No desenvolvimento do expressionismo alemão teve grande importância os tratados de Worringer sobre a arte nórdica e o inquieto homem nórdico, com sua tendência para a realização de trabalhos intensos e a distorção de formas que expressassem um mundo hostil, que acabaram por fornecer justificação teórica para o expressionismo (são eles "Abstraktion und Einfühlung", de 1908 e "Formprobleme der Gotik", de 1912). Além disso, dois grupos influentes expressionistas foram montados no país: Die Brücke, em Dresden, 1905 e Der Blaue Reiter, em Munique, 1911 - 1912.
Apesar da formação desses grupos, o expressionismo fundamenta-se basicamente na individualidade e alto grau de subjetividade do artista, expressando, na grande maioria das vezes, naturezas isoladas e místicas. (Nesse ponto, cabe ressaltar o papel da formação dos grupos mais como uma estratégia de melhor divulgação de idéias e concentração mais fácil de meios materiais para a realização de trabalhos). Paula Modersohn - Becker (1876 - 1907), por exemplo, apesar de extremamente influente no movimento, manteve-se bastante isolada e com um trabalho independente que de modo algum pode deixar de ser considerado expressionista. Suas principais influências eram Gauguin e van Gogh (compreendidos de um modo muito particular), os Fauves - com quem teve contato na França - e até o romantismo alemão.
Käthe Kollwitz (1867 - 1945) e Karl Hofer (1878 - 1955) são outros exemplos de artistas independentes, com fortes trabalhos expressionistas.
Os fundadores do Die Brücke (A Ponte) foram Ernst Ludwig Kirchner (1880 - 1938), os arquitetos Fritz Bleyl, Erich Heckel e Karl Schmidt-Rottluff. Juntaram-se a eles Otto Mueller (1874 - 1930), Max Pechstein (1881 - 1955) e Emil Nolde (1867 - 1956), entre outros. O grupo era bastante próximo estilisticamente dos Fauves, também bastante influenciados por Gauguin e van Gogh e bastante habilidosos no trabalho com xilogravuras.
Nolde, apesar de ter ficado menos de dois anos no grupo, merece destaque especial. A temática religiosa era bastante presente em suas obras (sugerindo proximidade com as cenas fantasiosas e emocionais do pintor Hieronymus Bosch (1410 - 1516). "Santa Maria do Egito entre os Pecadores" e "O Limoal" são bons exemplos de seus trabalhos.
O grupo dissolveu-se em 1913 (apesar de seus artistas continuarem fiéis ao expressionismo) com o aumento das diferenças estilísticas e as exigências do mercado comercial, difundindo o expressionismo na Alemanha. Em Munique, desde 1911, outro agrupamento, o Der Blaue Reiter (O Cavalheiro Azul, nome vindo de uma pintura de Kandinsky), formava-se, contando com artistas extremamente importantes para a do século XX, como Wassily Kandinsky, Paul Klee (1879 - 1940) e Franz Marc (1880 - 1916). Apesar da curta duração - dissolveu-se na Primeira Guerra Mundial - o grupo, que se concentrava bastante na condição espiritual do homem, foi bastante influente.
Franz Marc concentrava-se principalmente na representação de animais (seguindo as distorções expressionistas, como atesta "Destinos dos Animais") destacando-se seus estudos de cavalos vermelhos e azuis. O
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