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Hong Kong

Trabalho por Felipe Weber, estudante de Diversos @ , Em 22/04/2003

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Hong Kong


No período da colonização britânica, o excelente porto natural e o lucrativo comércio com a China favoreceram o crescimento econômico de Hong Kong. Apesar das dificuldades impostas pela escassez de espaço e de recursos naturais, assim como pela superpopulação, Hong Kong tem sido um importante centro industrial, financeiro e comercial, o que lhe confere o papel de agente vital na modernização da China e modelo de desenvolvimento urbano na Ásia.

Região administrativa especial da China, Hong Kong (termo romanizado do chinês Hiang-Kiang, Xianggang na transliteração Pinyin) situa-se a leste do estuário do Zhu Jiang (rio das Pérolas), na costa sul do país.

A maior parte de sua área corresponde aos Novos Territórios. Foi no distrito urbano de Victoria, na costa noroeste da ilha de Hong Kong, que se instalaram pela primeira vez os britânicos, em 1841. Desde então a zona tornou-se o centro das atividades econômicas e administrativas.

Parcialmente submerso, como mostram as numerosas ilhas, o território de Hong Kong é pontilhado por súbitas elevações, que chegam a atingir mil metros. O porto de Victoria está bem protegido pelas montanhas, entre elas o pico Victoria, a oeste, com 550m. Hong Kong carece de um sistema fluvial de importância, e o seu solo em geral é ácido e pouco fértil. O clima é subtropical, com verões quentes e úmidos e invernos secos e frescos. Predominam na vegetação pantanais e plantas herbáceas de mangue no litoral; a espécie arbórea mais comum é o pinho. A fauna natural da região consiste em aves, serpentes, lagartos e rãs, e os grandes carnívoros praticamente desapareceram.

A população concentra-se na ilha de Hong Kong e na península de Kowloon. A composição étnica caracteriza-se pelo predomínio de chineses, procedentes da província de Kuangtung. Há minorias de brancos (britânicos, americanos, neozelandeses, australianos e canadenses) e asiáticos (japoneses, paquistaneses, indianos e cingapurianos). As línguas oficiais são o inglês e o chinês. As religiões mais professadas são o budismo, o taoísmo, o catolicismo e o protestantismo. A educação primária é gratuita e obrigatória, e o ensino superior é ministrado por três universidades: a de Hong Kong, fundada em 1911, a Chinesa e a Politécnica, mais recentes.

O déficit habitacional é um dos problemas mais graves de Hong Kong. As condições sanitárias e os serviços médicos são em geral de boa qualidade. A taxa de mortalidade infantil é uma das mais baixas da Ásia.

Hong Kong depende da importação em quase todos os setores, como matérias-primas, alimentos, bens de capital e combustíveis. Sua condição de porto livre e a rápida industrialização ocorrida a partir de 1950 favoreceram o progresso econômico. Os principais ramos industriais são o têxtil, a construção naval, a eletrônica e a fabricação de plásticos, jogos e relógios. O turismo e os serviços financeiros contribuem substancialmente para a renda da população. O magnífico porto de Hong Kong e o aeroporto internacional de Kai Tak servem à região.

Antes da colonização britânica, Hong Kong era um pequeno povoado de pescadores. Depois da primeira guerra do ópio (1839-1842), a China cedeu ao Reino Unido a ilha de Hong Kong pelo Tratado de Nanquim. Durante a segunda guerra mundial Hong Kong foi ocupada pelos japoneses, de dezembro de 1941 a 30 de agosto de 1945. O embargo decretado pelas Nações Unidas, em 1950, durante a guerra da Coréia, ao comércio com a China e Coréia do Norte prejudicou a economia de Hong Kong, cuja atividade teve de ser orientada para a indústria. Enquanto colônia, Hong Kong sempre dependeu diretamente da coroa britânica, até para a nomeação do governador, com função também de chefe das forças armadas. Em cumprimento ao acordo firmado em Pequim (Beijing) em 19 de dezembro de 1984, ratificado pelos parlamentos do