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O Príncipe

Trabalho por Carolina, estudante de Diversos @ , Em 22/04/2003

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O Príncipe 


INTRODUÇÃO
 

No ano de 1513, na cidade italiana de San Casciano,um exilado político ocupa-se todas as manhãs coma administração de uma pequena propriedade onde está confinado. À tarde, joga cartas numa hospedaria com pessoas simples do povoado. À noite, veste trajes de cerimônia e passa a conviver, através da leitura, com homens ilustres do passado.

Chama-se Maquiavel. Ao meditar sobre assuntos políticos, Alina o fecundo diálogo com autores antigos à longa experiência do mundo moderno, adquirida numa vida inteira dedicada aos negócios públicos florentinos. Um dos resultados dessa meditação é um pequeno livro, O Príncipe, que contém ensinamentos de como conquistar Estados e conserva-los sob domínio; em síntese, um manual para governantes.

Maquiavel faleceu sem ter visto realizados os ideais pelos quais se bateu durante toda a vida. A carreira pessoal nos negócios públicos tinha sido cortada pelo meio com o retorno dos Médicis e, quando estes foram destituídos do poder, os concidadãos esqueceram-se dele, um homem que a fortuna tinha feito capaz de discorrer apenas sobre assuntos de Estado. Também não foi concretizado, enquanto viveu, o ideal de uma Itália poderosa e unificada. 


CAPÍTLO I – "DE QUANTAS ESPÉCIES SÃO OS PRINCIPADOS E DE QUANTOS MODOS SE ADQUIREM"
 

TESE:

"Todos os Estados, todos os domínios que tem havido e que há sobre os homens foram e são repúblicas ou principados. Os principados ou são hereditários, cujo senhor é o príncipe pelo sangue, ou são novos. Os novos são totalmente novos, ou são como membros acrescentados a um Estado que um príncipe adquire por herança. Estes domínios são adquiridos com tropas de outrem ou próprios, pela fortuna ou pelo mérito."(Pág. 33)

ANÁLISE:

Os poderes de Estado são ou transmitidos através de herança , poder aquisitivo, ou por mérito.


CAPÍTULO II – "DOS PRINCIPADOS HEREDITÁRIOS"

TESE:

"Referir-me-ei somente aos principados, e procurarei discutir e mostrar como esses principados hereditários podem ser governados e mantidos. Nesta espécie de Estados afeiçoados a família de seu príncipe, são muito menores as dificuldades de mantê-los, pois basta somente que não seja abandonada a praxe dos antecessores, e depois se contemporize com as situações particulares, de modo que se tal príncipe é de engenho ordinário, sempre se manterá no seu Estado, se não houver uma força extraordinária e excessiva que o prive deste; e , mesmo que assim seja, o readquire, por pior que seja o ocupante."(Pág. 35)

ANÁLISE:

Neste principado hereditário, o ocupante não está no cargo por mérito, e sim pelo seu sangue. Com isso não há dificuldade de manter-se no cargo.


CAPÍTULO III – "DOS PRINCIPADOS MISTOS"

TESE:

"Mas a dificuldade consiste nos principados novos. Primeiro, se não se trata de principado inteiramente novo, mas sim de membro ajuntado a um Estado hereditário (caso em que este pode chamar-se um principado misto), as suas variações nascem principalmente de uma dificuldade comum a todos os principados novos, a saber, que os homens mudam de boa vontade de senhor, supondo melhorar, e esta crença os faz tomar armas contra o senhor atual.

Assim, são teus inimigos todos aqueles que se sentem ofendidos pelo fato de ocupares o principado; e também não podes conservar como amigos aqueles que te puseram ali, pois estes não podem ser satisfeitos como pensam.

Estes Estados conquistados e anexados a um Estado antigo, se são da mesma província e da mesma língua, são facilmente sujeitos, máxime quando não estão acostumados a viver livres. Basta, para que se assegure a posse a posse desses Estados, fazer desaparecer