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A Exegese e Hermeneutica Bíblica

Trabalho por Hélio Mendes Rodrigues, estudante de Diversos @ , Em 22/04/2003

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Ciência da Religião

1. Exegese

A tarefa da exegese é interpretar os textos bíblicos em si mesmos, em seus próprios termos, sem que haja interferências históricas e conceituais da mentalidade atual[1].

Ela atém-se a cada texto em particular, dando atenção ao seu contexto literário, sua tradição e a fatores extra-textuais, tais como as ciências da antropologia, sociologia, história, ontologia, epistemologia, etc.

O problema da exegese é não fornecer nenhum critério para a verificação do valor de um texto. Em vista disto, a exegese estabelece o seu limite: constitui uma ciência hipotética do texto e isso implica dizer que tudo o que diz do texto depende do método de abordagem adotado. Assim, o resultado da exegese, em relação à totalidade do Cânon Bíblico, revela a existência de uma considerável pluralidade de posições teológicas dentro do conjunto dos textos bíblicos, não permitindo que se conclua que a Bíblia contenha uma só intenção teológica ou uma só experiência de Deus. Abaixo, listamos três métodos exegética mais utilizados hoje para a leitura dos textos bíblicos.

1.1. Método(s) histórico –crítico(s)[2]

O método de exegese histórico-crítico propõe um estudo científico dos textos bíblicos. Fundamenta-se na dimensão histórica do texto, que pode fornecer subsídios para a sua devida interpretação. Entende que os textos bíblicos são expressões da revelação divina à humanidade em situações históricas bem concretas e definidas. E por estarem distantes de nós, tais expressões carecem de estudo e aprofundamento especiais, caso queiram ser devidamente entendidas. Essa análise histórica e contextual protege contra a prática prejudicial de extrair sentido dos textos de forma seletiva e arbitrária, priorizando e utilizando unicamente aqueles textos e versículos que coincidem com pontos de vista particulares, sem considerar o contexto original dentro do qual o sentido do texto foi inicialmente formulado e aplicado. Essa busca pelo sentido histórico original ainda protege contra a manipulação indevida do sentido dos textos por interesses ou interpretações meramente subjetivas ou determinadas por posições ideológicas ou de classe social.

O cunho crítico do método, ao ler os textos, visa à correção do seu enquadramento unilateral dentro de certos dogmas ou doutrinas.

A crítica aos autores bíblicos leva a sério à condição de testemunhas humanas da revelação de Deus. Não podemos ser impedidos — em princípio — de averiguar criticamente posições de apóstolos ou evangelistas, se o próprio Paulo não se furtou a criticar Pedro (Gálatas 2.11-21) e se o próprio Jesus não tivesse criticado também os seus discípulos (Marcos 4.40; 8.17-21,33; 10.35-45; 14.27-31), a sagrada tradição dos anciãos (Marcos 7.8-13) e o próprio Antigo Testamento (Mateus 5.21-48; Marcos 7.15; 10.2-12).

Por fim, o método histórico-crítico entende a Bíblia como livro de expressão de fé, diferenciando o que pode ser considerado como sendo histórico-factual e aquilo que, revestido de forma histórica, procura dar testemunho de verdades cridas e vividas no discipulado. "Crítica" significa, neste sentido, fazer uso de um juízo sadio que busca pelas raízes dos textos, seja como eventos históricos que, de fato, ocorreram, seja como expressões de crenças e esperanças que cabiam proclamar.

Os métodos disponíveis são muitos e se definem como ferramentas de análise e síntese para a descrição de fenômenos textuais, lingüísticos ou literários. Dentre outros citamos: Críticas Textual, Filológica, Literária, das Formas, Retórica, da Tradição, da Redação, Leitura Sociológica.

Um aspecto negativo que pesquisadores têm percebido nesse método aponta para um historicismo falacioso, ou uma redução a uma apuração meramente histórica do sentido de um texto, tornando-o prisioneiro de um passado remoto.

1.2. Método Fundamentalista

Parte do pressuposto de que cada detalhe da Bíblia é divinamente inspirado pelo Espírito Santo. Por isso, ela não possuiria erros ou teologias diferentes e até contraditórias. Esse método tende a absolutizar o sentido literal da Bíblia, descartando a participação humana de seus autores, com tudo o que isto implica. O método também corre