"Incidência de Disfunção Sacroilíaca" em Atletas de Futsal do Clube Atlético Futsal de entre Rios do Oeste - PR
Unipar - Universidade Paranaense
2007
Introdução
A pelve e em especial as articulações sacroilíacas sempre foram consideradas como tendo valor clínico insignificante, principalmente na prática fisioterapêutica. Recentemente, entretanto, tem se atribuído às articulações pélvicas (sacroilíacas) uma importância clínica, normalmente associada à dor lombar, e freqüentemente encontrada na prática do fisioterapeuta.
As articulações sacroilíacas, junto com a sínfise púbica, formam o anel pélvico. Adicionando ainda a este as articulações coxo-femorais e lombosacrais temos uma cadeia de articulações interligadas. Movimentos e forças em uma articulação da cadeia afetam as outras, interligando-as na função e na disfunção.
Distúrbios da articulação sacroilíaca podem ser um problema que se refere ao diagnóstico e tratamento. Como a articulação esta localizada profundamente, é difícil fazer uma avaliação apropriada. A anatomia desta articulação é complexa e exclusiva, com um compartimento superior, sindesmótico e um compartimento inferior sinovial. O osso ilíaco apresenta uma cartilagem fibrocartilaginosa delgada e o osso sacro é coberto por uma cartilagem hialina mais grossa, o que deixa o lado do ilíaco mais vulnerável a qualquer patologia capaz de afetar a articulação.
As superfícies da articulação permanecem planas até os vinte anos de idade, mas com o tempo há um aumento no número e no tamanho das elevações e depressões das superfícies articulares, o que acentua o atrito e a estabilidade da articulação. As estruturas ligamentares, que são as mais fortes do corpo, se localizam anteriormente e posteriormente, contribuindo para estabilidade da articulação.
Na articulação e nos ligamentos circundantes existem terminações nervosas capsuladas e não capsuladas, fazendo da articulação sacroilíaca uma possível fonte de dor.
A articulação sacroilíaca é responsável pela transmissão de forças do tronco para os membros inferiores e, através dos tecidos moles que a envolvem, permite-se a estabilidade do anel pélvico. Ainda há atualmente controvérsia em relação à sua estrutura e função.
Justificativa
Indivíduos que tenham a articulação sacroilíaca normal, acabam usando biomecanicamente errada, causando assim disfunção. E justamente por não se dar o valor clinicamente necessário, estas se desenvolvem afetando uma cadeia de articulações interligadas, causando uma alteração no funcionamento normal da biomecânica.
Esta articulação reduz a força de impacto ao solo, absorvendo as energias inerciais entre o tronco e a pelve, relacionado ao futsal, por ser um esporte de grande impacto, ocorre uma sobrecarga ainda maior nesta articulação, ficando propícia a uma disfunção.
Acompanhando atletas de futsal, notou-se uma queixa de vários atletas, referentes a dores próximas a região sacroilíaca, e até mesmo dores em membro inferior. Tendo em vista essas reclamações, assemelha-se a uma disfunção sacroilíaca, onde, como dito anteriormente, não se dá muita importância para ela.
Ainda no futsal, por ser um esporte de muita impactação com o solo, onde quedas são freqüentes, e o piso da prática é muito rígido, pode-se pensar que essas condições geram um desequilíbrio, ou melhor, uma disfunção sacroilíaca, gerando uma série de outras complicações.
Objetivo
Verificar a incidência de disfunção sacroilíaca em jogadores de futsal.
Fundamentação teórica
A pelve é constituída por três peças ósseas e três articulações. Duas articulações sacroilíacas e a sínfise púbica. Pelas articulações sacroilíacas o sacro se articula posteriormente com os dois ossos do quadril. Os ossos do quadril se articulam anteriormente entre si através da sínfise púbica. O sacro também se articula superiormente com a vértebra L5 e inferiormente com o cóccix.
As articulações sacroilíacas são ricamente inervadas tanto por nociceptores quanto por proprioceptores. Há muita variação entre indivíduos e entre lados diferentes do mesmo indivíduo. A porção anterior da articulação é inervada pelos ramos anteriores primários das raízes L2 até S2, com a maior fonte vindo de L4 e L5. A porção posterior recebe inervação dos ramos posteriores das raízes
Ferramenta