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A Centralidade da Educação na Sociedade no Futuro

Trabalho por Anônimo, estudante de Diversos @ , Em 05/06/2006

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A CENTRALIDADE DA EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE DO FUTURO


RESUMO

Novas exigências de qualificação humana impõem mudanças substanciais na instituição Escola; na atitude e participação dos cidadãos ante essas mudanças que atingem de forma importante e desigual a todas as formações sociais. O exemplo das experiências concretas dos centros hegemônicos do desenvolvimento capitalista não encaminha na direção de uma democratização do conhecimento, pois a lógica da seletividade em que se baseiam as teorias econômicas da Educação se contrapõe a tal propósito. O acesso ao conhecimento científico, técnico, administrativo é fundamental ao desenvolvimento, só que a nenhum mercado é viável a distribuição democrática de seus produtos (incluindo a mercadoria educação), sob pena de deixar de ser mercado. Ainda mais, todo mercado tem de oferecer bens de qualidade e preços diferenciados, para atender a todos que o procuram; o que, na verdade, é indispensável para sua manutenção e expansão. Cada um comprará o que lhe for possível, o que não significa fazer escolhas, pois inexistem outras alternativas para a maioria da população.

Este exercício teórico é fruto de inquietações e incertezas sobre o que está acon-tecendo hoje, nesse mundo cam-biante e desafiador em que vivemos e principalmente no que se avizinha.

Apesar do título, "A centra-lidade da educação na sociedade do futuro", ser um tanto categórico, não há pretensão de sê-lo nos posicionamentos assumidos ao longo do texto, a considerar a incursão tateante num espaço ainda não suficientemente desvelado para mim, e também porque não ouso, nem posso defender conclusões apressadas e cristalizadas sobre o tema.

Traço breves considerações, ancorada em análises competentes de autores estrangeiros e bra-sileiros de diferentes tendências, procurando entender como são forjadas as situações que dão origem a novas linguagens, novos comportamentos culturais, a nova estética, enfim, a uma nova realidade econômica, política, so-cial e cultural.

Espero trazer alguma con-tribuição àqueles que, como eu, perscrutam outros caminhos, diri-mindo dúvidas e acreditando na existência de mais de um horizonte possível para a humanidade, sem o qual fica difícil ter espe-ranças no futuro.

Nestes tempos de moderni-dade ou pós-modernidade como muitos apregoam, surgem ou ressurgem nas pautas e agendas de debates dos meios acadêmicos, políticos, econômicos, culturais como no ciberespaço, questões que dada a recorrência naturalizam-se como verdades históri-cas inexoráveis. A educação como categoria econômica central se inscreve nessa direção: é uma infinidade de espaços surgindo: sociedade do conhecimento, sociedade de aprendentes, organizações aprendentes, sistemas com base no conhecimento, engenharia do conhecimento, ecologia cognitiva, cognitariado etc.

Um caminho para examinar a questão pode ser o de tentar compreender a relação educação e sociedade, de vez que as práticas educativas ao longo da história do capitalismo sempre se subordinaram às necessidades do capital, como poder-se-á observar nas análises de Manacorda sobre a educação através dos tempos, na Europa e na América; os discursos revelam que a formação do homem se destinou à adequação à realidade e modos específicos de subordinação ao sistema produ-tivo, independente do modo domi-nante de condução da sociedade.

Um fato importante para o desenvolvimento das sociedades foi o aparecimento da instituição escola junto com a fábrica e hoje estão surgindo novos espaços de conhecimento, em função das mudanças no processo produtivo, com especial destaque para a Informática, para outras possibilidades de acesso e produção de saber, como as redes computa-cionais interativas.

No decorrer deste trabalho, destaca-se o que, por enquanto ainda se denomina escola, por acreditar em sua essencialidade para a formação e emancipação humana. Certamente que não se trata dessa escola transmissora de conhecimentos embalados ou estocados e fossilizados, como úteis e os necessários a serem repassados para mentes imaturas, obedecendo a regras e padrões pré-estabelecidos; escola essa desconectada da complexidade de um mundo cambiante e