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A Cidade Antiga

Trabalho por Neide Antunes da Silva, estudante de Diversos @ , Em 06/04/2006

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Resenha do Livro : A Cidade Antiga

Montes Claros, 22 de março 2006


O que hoje denominamos como Direito é bastante diferente do que foi o direito de civilizações antigas. Toda a nossa cultura é provinda das civilizações greco-romanas, berço da civilização ocidental. Recebemos a herança romana e grega, sendo que o direito romano foi "redescoberto" e verdadeiramente "reinventado" duas vezes na Europa ocidental (nos séculos XII a XV pelos juristas da universidade medieval, glosadores e comentadores e no século XIX pelos professores alemães).

O livro "A Cidade Antiga" é um tratado sobre o desenvolvimento da civilização greco-romana. Analisa o nascimento, evolução e queda da Cidade-Estado, suas instituições jurídicas, sociais e religiosas. O presente trabalho consiste na elaboração de uma resenha a cerca do livro "A cidade antiga".

Nas antigas civilizações greco-romanas,muito há o que se falar acerca da alma e da morte. Estas civilizações acreditavam que ao morrer, a alma não se separava do corpo, eram enterrados juntos, e ali partiriam para uma outra vida. Em função disso, usava-se enterrar as pessoas com os seus principais pertences tais como, vestes e até cavalos e escravos degolados, acreditando que na outra vida estes continuariam a servi-lo. Todos tinham um túmulo e este túmulo era regado com comidas e vinhos para saciar a necessidade do "morto". Dessa crença surgiu a necessidade da sepultura. Para eles, a pessoa que não tinha uma sepultura, se tornava em uma alma errante e isso era considera até mesmo um castigo, como forma de punir uma pessoa que havia sido má enquanto viva. Destes costumes surgiu o culto aos mortos, que se tornaram seres sagrados. Este culto era realizado com sacrifício de animais criados para esse fim, sobre um altar sagrado, onde as pessoas adoravam os seus ancestrais, e lhe ofereciam comidas e bebidas. Acreditavam que estes ancestrais tinham o domínio e poder para ajudá-los nesta vida.

Juntamente com o culto aos mortos, existia o fogo sagrado. O fogo sagrado era tido em um altar em casa, sendo obrigatório e cada família possuía o seu, não podendo pessoas estranhas à família participar do seu culto doméstico. O fogo sagrado jamais poderia se apagar, e, caso isso acontecesse, significava o fim daquela família, pois a tradição era passada de geração em geração, uma vez que neste ritual eram adorados os antepassados daquela família. Este fogo era considerado como um deus. A ele também eram oferecidos alimentos, incenso, vinhos, azeites e em troca pediam riqueza, felicidade e saúde. As famílias adoravam e possuíam os seus deuses, cada qual com o seu. Os rituais eram realizados pelo pai, autoridade máxima e na sua ausência pelo filho primogênito.

A família era totalmente baseada na religião. Existia em função dela. As suas bases eram o fogo doméstico e o culto aos ancestrais em sinal de reverência. Desta tradição surge a primeira instituição, o casamento. O casamento foi instituído em função da religião, e não era baseado no amor ou no companheirismo, mas sim, na conservação da descendência. Nestas civilizações a mulher era ignorada, servindo apenas para procriar. Para eles, o homem era quem perpetuava a espécie, uma vez que consideravam que a mulher ao se casar se anulava na sua família e passava por inteiro para a família do seu esposo. A cerimônia do casamento era muito importante, pois nela é que era realizada esta ruptura da mulher com a sua família e a sua junção a família do seu esposo. Para eles era impossível pertencer a mais de uma família, pois esta era totalmente ligada à religião. Assim, uma pessoa não podia adorar a dois antepassados diferentes e nem tampouco, possuir dois fogos sagrados. Por isso, a ruptura da mulher com a sua família, para unir-se ao esposo. Era