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A Pessoa de Cristo

Trabalho por Luis Carlos Martins Esperon, estudante de Diversos @ , Em 22/04/2003

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RESUMO DO LIVRO A PESSOA DE CRISTO

SEMINÁRIO TEOLÓGICO PRESBITERIANO DO RIO DE JANEIRO/1999


A PESSOA DE CRISTO

G.C. Berkoouwer . Do original Holandês "De persoon

van Christus" , 1952,Uitgave J.H.Hok N.V. Kampen .

Tradução de A. Zimmermann e P.G. Hollanders.

ASTE, SP, 279 p . 1964,

O autor inaugura a obra focalizando a crise envolvendo as duas naturezas de Cristo; a máxima "vere Deus vere homo" tem sido submetida a rigorosas críticas, que vêm desde os primeiros séculos, até culminar, no século XIX com ataques mais robustecidos pelo racionalismo.

Assim, o desenvolvimento da Cristologia seguiu caminhos que não foram plácidos . A Cristologia de Schleirmacher sugere um Cristo bem mais próximo de nós, sem, contudo, deixar de ser o objeto de nossa fé e culto.

A Igreja compreendeu a filiação do Cristo como uma relação metafísica entre o EU preexistente de Cristo e Deus, inferindo daí a união do ser com uma verdadeira natureza humana.

A Cristologia do Esvaziamento foi outra forma de pensamento modernista de grande influência no século XIX. Esta idéia de Cristo esvaziando-se de sua divindade serviu-se de ponto de partida a um novo movimento Cristológico: A fórmula "duas naturezas numa pessoa". A Teologia da Kenosis ensina, pois, que o Logos asarcos (o verbo não encarnado) teve que despir -se total ou parcialmente de sua Divindade. Thamansius, conceituando Kenosis, diz que é "a troca de uma forma de existência por outra". Distingue ele entre atributos imanentes e relativos. Os imanentes permanecem no Verbo encarnado, mas os relativos são esvaziados. A Teologia da Kenosis nasceu do objeto de uma visão racional sobre a unidade da autoconsciência de Cristo. Esta doutrina contradiz totalmente a doutrina da Igreja. Ela não oferece melhor solução para tirar a Igreja do seu embaraço dogmático.

O fim colimado pelos Evangelhos é provocar a fé em Jesus e não esclarecer a biografia do Cristo histórico. O NT apresenta mitologicamente a história de Cristo. Ele é, por um lado, o Filho de Deus, ser Divino, preexistente, ou seja, uma figura mitológica; por outro lado, e de maneira simultânea, ele é um homem histórico, Jesus de Nazaré, que viveu no tempo e no espaço. Deste modo, ao lado da cruz histórica, temos a Ressurreição mitológica.

O apóstolo Paulo aponta a ressurreição de Cristo como um fato objetivo, sustentando em sua fidedignidade histórica referência a múltiplas testemunhas. O Apóstolo baseia, antes de tudo, a fé nos fatos, na Encarnação, na preexistência, na ressurreição do Verbo. Bultmann reconhece que no Novo Testamento, é questão de preexistência, de Encarnação, de Ressurreição histórica e de Ascensão. Ele rejeita a historicidade destes fatos "que não passam de mitos". (!)

A resposta da Igreja, foi a de defender tanto a Humanidade quanto a Divindade de Cristo. Com este objetivo, foram vários os concílios que surgiram com o objetivo de livrar a Igreja de hereges como Ário, Apolinário, Nestório e Eutiques.

Começando com o ano de 325, este Concílio marcou a vitória sobre um dos mais graves ataques à fé cristã. Neste contexto, o grande opositor da igreja, Ário, não aceitava a Divindade de Cristo e depois de muita discussão, os padres concordaram na seguinte fórmula: " Cremos em um único Senhor, Jesus Cristo, unigênito Filho de Deus, consubstancial ao Pai, Luz da Luz, gerado, não feito, da mesma natureza do Pai".

De 325 a 381 a mesma controvérsia continuou. A definição de Nicéia foi incorporada à fé Cristã, enquanto o arianismo, inclinado ao politeísmo, não conseguiu enraizar-se na Igreja. Era inevitável o conflito . Aquela demonstrou que, não