Seminário sobre Genero baseado na obra de Miriam Grossi
O conceito de Gênero surgiu após muitos anos de luta feminista e de várias tentativas de explicações teóricas sobre a opressão das mulheres. Segundo Grossi, os estudos de gênero são uma das conseqüências das lutas libertárias dos anos 60, particularmente dos movimentos sociais de1968. Esses movimentos lutavam por uma vida justa e igualitária. A problemática do Gênero surge dentro desses movimentos pois percebe-se que as mulheres tem um papel secundário ali dentro.Dificilmente ela assumiam a liderança política.Cabia a elas o papel de secretárias e auxiliavam tarefas menos nobres como panfletagem, etc.
A idéia de que existe uma construção social do ser mulher já estava presente há muitos anos.Porém, ainda permaneciam dificuldades teóricas sobre a origem da opressão das mulheres.Não havia uma explicação que articulasse os vários planos em que se dá a opressão sobre as mulheres(família, trabalho, poder, etc.) e , principalmente, uma explicação que apontasse com mais clareza, os caminhos para a superação dessa opressão.
Nesse sentido, o concito de gênero veio responder vários desses impasses e permitir analisar tanto as relações de gênero, quanto a construção da Identidade de Gênero em cada pessoa.
O conceito de Gênero foi trabalhado inicialmente pela Antropologia e pela Psicanálise, situando a construção das Relações de Gênero na definição das identidades feminina e masculina, como base para a existência de papéis sociais distintos e hierárquicos.Esse conceito coloca claramente o ser mulher e o ser homem como uma construção social, a partir do que é estabelecido como masculino e feminino e os papéis sociais destinados a cada um. Por isso, a palavra Gênero foi escolhida para diferenciar o sexo biológico da construção social do masculino e feminino.
Um dos aspectos do termo Gênero é utilizado para sugerir que qualquer informação sobre as mulheres é necessariamente informação sobre os homens, que um implica no estudo do outro. Dessa forma, o termo Gênero se refere de forma de indicar "construções culturais" ao designar a esfera da cultura como origem dos papéis adequados para homens e mulheres.
A idéia de que Gênero é um produto das relações culturais e sociais implica, segundo Mirian Gorssi, duas outras premissas: 1ª "a idéia de que as identidades de Gênero se constróem de forma relacional", ou seja, pelo contraste com o outro; 2ª "pelo fato de que as relações são dinâmicas", constituindo-se o gênero como uma condição mutável e conjuntural, ou seja, já que a construção masculina e feminina não é um fato biológico, vindo da natureza, e sim algo historicamente construído, pode ser modificado.
A análise das relações de gênero só é possível, considerando a condição global das pessoas-classe, raça, vida urbana ou rural, etc.- e o movimento histórico em que se dá. Dessa forma, embora existam muitos elementos comuns na vivência e condição das mulheres, nem todas foram criadas para exercerem o mesmo papel, sem nenhuma diferenciação. Por exemplo: em nosso país uma branca rica é ensinada para exercer o seu papel feminino de uma forma diferente de uma negra pobre, com relação a que tipo de esposa cada uma deve ser, as tarefas de mãe, os cuidados com o corpo e a aparência,etc.
Chamamos de papéis sexuais os comportamentos que a sociedade impõe ao homem e a mulher. Então "tudo que é associado ao sexo biológico macho e fêmea em determinada cultura é considerado como papel de gênero. Portanto esses papéis mudam de cultura para cultura.
IDENTIDADE DE GÊNERO
Para Grossi a Identidade de Gênero é algo mais complexo que os papéis de gênero pois remete a constituição do sentimento individual de identidade.
No texto ela cita um psicólogo norte-americano Robert Stoller, que estudou vários casos patológicos de indivíduos hermafroditas que acabaram sendo rotulados com o gênero oposto ao seu sexo biológico.
Para Stoller "todos n'so temos
Ferramenta