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A Aventura da Universidade - Cristovam Buarque

Trabalho por Vinicius Behrmann Bento, estudante de Diversos @ , Em 01/07/2004

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A Aventura da Universidade


RESENHA

Biografia do Autor

Amigo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Buarque foi funcionário do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em Washington (1973-1979), reitor da UnB (Universidade de Brasília) entre 1985 e 1989, presidente da Universidade Paz das Nações Unidas (1987-1988), e governador do Distrito Federal. Ao deixar o governo, depois de ser derrotado no segundo turno para seu principal desafeto político no estado, Joaquim Roriz (PMDB), Buarque criou a ONG (Organização Não-Governamental) Missão Criança, com o objetivo de desenvolver políticas educacionais voltadas às crianças. No cargo, colaborou na implementação de políticas em países como México, Guatemala, Chile, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Tanzânia. Nascido em 20 de fevereiro de 1944, em Recife (PE), Cristovam Buarque é engenheiro mecânico formando pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em economia pela Universidade de Paris. Publicou 19 livros, dois deles também no exterior, sobre educação infantil. Filiado apenas em 1990 no PT, colaborou e trabalhou pela candidatura presidencial de Leonel Brizola (PDT) em 1989, quando Lula foi derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello. Recém eleito senador pelo PT-DF, com 680.715 votos, Cristóvam Buarque assumiu o Ministério da Educação após longa atuação na área, em defesa do programa Bolsa-Escola, desenvolvido quando governava o Distrito Federal (1995-1998). Foi demitido do cargo de Ministro da Educação em 2004, e hoje está em seu mandato de senador.


História do Livro

O livro, segundo o autor, foi o resultado do desafio e um exercício da paixão pela universidade, universal e brasileira, especialmente pela Unb. Deveria ter sido um documento frio, de críticas e propostas que refletissem as análises e sentimentos do autor, que levaram à implantação da idéia de "universidade tridimensional", no período de 1985-89, em que ele foi reitor. Um documento que descrevesse as bases conceituais, as reformas feitas e as realizações conseguidas: relatório analítico. Mas saiu um manifesto de amor. Com todos os matizes dos sentimentos que a paixão encerra, inclusive o ridículo que Fernando Pessoa percebeu em todo bilhete de amor. Isso prova que o projeto implantado na Unb está dando seus frutos, ao menos para o reitor, que é retirado do mundo estéril da atividade burocratizante em que a universidade prisioneira aprisiona seus dirigentes. A aventura da universidade é fruto de três textos básicos: Na fronteira do futuro, publicado pela Unb e, em espanhol, pela Universidade Nacional de Costa Rica; O destino da universidade, publicado inicialmente pela Associação de Docentes da UFPR; e o Pequeno dicionário da crise universitária, publicado pela UFSC. Todos esses textos foram substancialmente ampliados e modificados.


Resumo do texto

Existem dois pilares universitários: um conservador-tradicional, e o outro conservador-revolucionário, que está mais para conservador-capitalista, onde suas idéias têm princípios básicos em nível salarial e falta de verbas, como se todo o "resto" já tenha sido revolucionado. Os conservadores-tradicionais assumem um papel de uma universidade elitista com base em modelos europeus e norte americanos, excluindo o compromisso com as necessidades sociais, mostrando-se total desconhecimento com a história, pois não percebem que toda universidade tem sua especificidade de trabalho e que sua tendência é desenvolver-se de acordo com as necessidades do meio. Os conservadores-revolucionários se consideram "os corretos" e não lembram de fazer sua auto crítica, pois se limitam a defesa de uma participação da comunidade interna na administração da universidade e ainda acusam os demais de serem alienados.Pregam democracia, mas a esquecem quando desprezam a necessidade de reformas nos currículos, temas, métodos, e chegam a desprezar a espinha dorsal do trabalho acadêmico, que está na qualidade do trabalho que realiza. Os conservadores-tradicionais e os conservadores-revolucionários não ligam para o povo e a nação, e fazem questão de não tomar conhecimento da dimensão