A CAVERNA
Cipriano Algor, 64 anos, viúvo, profissão oleiro, Marçal Gacho é seu genro, casado com sua filha Marta. Marçal trabalha no centro, no cargo de guarda interno, mas pretende ocupar o posto de guarda residente.
Cipriano estava a caminho do centro para fazer a entrega de suas louças e aproveitava para levar Marçal ao trabalho, no caminho observava como o centro avançara sobre a cintura agrícola, ao deixar Marçal, Cipriano vai fazer suas entregas, chegando avista uma fila enorme de caminhões e camionetas, ao perceber que seu lugar na fila era o 13o, Cipriano mesmo não sendo supersticioso, manobrou sua furgoneta ao número 14o. Chegada a sua vez de descarregar, recebe a notícia de que teria que levar parte de sua mercadoria embora, pois as vendas não estavam boas, devido ao fato de terem desenvolvido "louças" de plásticos, que são mais leves, duradouras e baratas.
Voltando para casa carregando, do mesmo jeito que partiu, Cipriano teve a idéia de parar a furgoneta, na intenção de ser roubado, pois assim não passaria constrangimento de contar para sua filha que desta vez não conseguiu vender sua mercadoria. Mas no local onde havia parado, não se passava ninguém, a não ser uma homem sujo e mal vestido, que oferece-lhe ajuda, Cipriano agradece e dá ao homem pratos e uma talha para levar a sua esposa. Ao ver a felicidade do homem, Cipriano de anima e resolve ir embora para casa. Ao chegar, Cipriano resolve dar a notícia mais tarde, pois estava sem condições de dar uma notícia dessas.
Marta espera a promoção de Marçal para guarda residente, pois iriam mudar-se para o centro porém Cipriano não quer ir. Cipriano vai ao cemitério visitar sua mulher, fala sobre a modernização do centro, ao começar escurecer, Cipriano resolve voltar para casa, mas é no portão do cemitério que encontra Isaura Estudioso, que está a visitar o marido, recém falecido. Depois de alguma conversa, Cipriano promete-lhe dar um cântaro novo de presente, pois Isaura havia dito que o dela já estava velho.
Ao chegar em casa, Cipriano avista na Casota, um cachorro, pede para Marta fazer um pouco de comida, mas ela adverte-o, que alimentando o cachorro, ele não irá mais embora, lembra-o também que após o falecimento o outro cachorro que eles tinham, sua mãe jurou não ter mais nenhum cachorro. Cipriano argumenta que se sua mulher estivesse vida, não seria ele que alimentaria o cachorro e sim ela.
No outro dia, o cachorro já havia recebido o no me de Achado, mas Cipriano estava preocupado, pois o seu dono poderia vir busca-lo a qualquer hora, então tomou a decisão de ir de casa em casa perguntar se o cachorro tinha dono, aproveitou também para levar o cântaro a Isaura. Marta tenta convencer seu pai a ir morar no centro, pois ficaria sem serviço, mas Cipriano sustentava sua palavra e diz que não. Marta vai até o depósito para ver o que faltava produzir no estoque, e pensa consigo mesma para produzir se nem encomendas têm, ela tem a idéia de criar bonecos de louças, a princípio Cipriano não aprova, mas Marta o convence. Foram então criar os bonecos, citaram vários nomes, mas decidiram começar com 06, sendo o bobo, o palhaço, a enfermeira, o esquimó, o mandarim e o assírio. O cachorro achado estava conquistando seu espaço na casa, pois Cipriano e Marta estavam encantados com ele.
Cipriano foi ao centro pra ver como andavam os negócios, e aproveitar para mostrar os bonecos que estava produzindo, mas ao chegar recebe a notícia de que tem o prazo de duas semanas para retirar todas as louças da loja, mas apesar disso dariam uma chance aos bonecos, ao sair da loja, vai buscar
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