A Expansão do Cristianismo nos Primeiros três Séculos
2008
Os dados quanto `a expansão do cristianismo nos primeiros séculos são precários. As vezes tem que ser deduzidos de outros. Por exemplo, deduz-se o tamanho da igreja em determinada localidade do número de bispos (ou viuvas) que ali estavam. Há uma série de razões que explicam esta falta de dados. Vejamos algumas: A igreja primitiva se interessava em ganhar pessoas para Cristo, não em contá-las. Embora Atos fale de 3.000 e de 5.000 (2:41; 4:4), em geral fala de "grande número", "multidão"ou outros termos indefinidos. Também como era considerada uma "religião illícita"os crentes de então procuravam não aparecer e assim chamar atenção a si mesmos. Além do mais, o historiador Lucas, como cronista da expansão da Igreja, tem seu interesse limitado pela visão da chegada do Evangelho em Roma. Assim abandonou a historia de Pedro em 12:17 e a de Paulo logo que este chegou lá. Dos demais movimentos de crescimento só relata no que tocam a este objectivo (e.g.8:4; 11:19).
Ainda temos o fator de perda de quaisquer documentos que porventura existiram devido a precariedade da vida desta comunidade primitiva.
1. Primeira Expansão da Igreja
Devido à natureza fragmentária dos dados, é possível darmos peso demais às viagens missionárias de Paulo e da expansão que as acompanhou (Ásia Menor, Grécia, etc.). Não temos, por exemplo, conhecimento de como ou por quem o evangelho chegou a Alexandria ou a Roma. Também vemos um congregação em Damasco antes da conversão de Paulo (At:9:1-19), que certo historiador batista, sugere ter surgido apartir de contatos com os discípulos na Galileia. Alguns pensam que a missão paulina tenha desabado logo após da sua morte.
Os primeiros agentes da expansão missionária provavelmente foram os convertidos do dia de Pentecostes (At:2:9-11) que levaram o evangelho consigo quando voltaram para casa. AS regiões alistadas no texto já indicam a larga gama de países do mundo de então.
Uma segunda leva de "missionários" foram aqueles que foram espalhados por toda parte na perseguição que seguiu o martírio de Estevão At:8:4. Estes foram pregando na Fenícia, no Chipre e na Antioquia, mas sempre aos helenistas. Um dos convertidos de Chipre e de Cirene (Líbia) pregaram aos helenos (gregos) em Antioquia.
Como resultado da evangelização do eunuco por Filipe surgiu a Igreja na Etiópia: At:8:26-39.
Parece ser evidente que Paulo não foi o único missionário trabalhando fora da palestina. Além das viagens de Barnabé e Marcos (At:15:39), há referência a outros em Rm:15:19-20.
No período apostólico de expansão do evangelho, o NT relata a presença de crentes nos seguintes lugares sem nos indicar quem o levou ou como ouviram: Roma, Bitínia, Mísia, Pontus, Capadócia (1aPe1:1), Tiro, Sidom, Puteoli (perto de Nápoles). Tudo isso parte da obra missionária paulina.
2. Expansão no Império Romano Leste
Nos dados fragmentários que temos podem ser observado algumas regiões. Na Fenícia a fé cedo parece ter sido mais forte do que na própria Palestina. Entretanto é provável que aqui, como em quase todo o império, o cristianismo era um fenômeno urbano, desenvolvendo-se especialmente nas cidades costeiras. Tiro possuia uma igreja muito forte.
Na Síria se desenvolveu duas comunidades cristãs: a de fala grega que teve seu início em Antioquia e que se expandiu nas comerciais às cidades de fala grega na Síria. Embora a igreja de Antioquia possa ter sido bilíngue desde cedo, a comunidade de fala siríaca teve seu núcleo principal ao leste na cidade de Edessa. Foi de aqui que expandiu o cristianismo siríaco. A força da igreja na Síria pode ser constatada pela presença de 20 bispos seus no Concílio de Nicéia em 325.
Na Ásia Menor, foi área de trabalho de pelo menos dois apóstolos, Paulo e
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