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Alcoolismo na Adolescência

Trabalho por Adla Kellen Dionisio Sousa, estudante de Colegial @ , Em 22/04/2003

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O Alcoolismo na Adolescência


As indústrias de bebidas alcoólicas patrocinam grandes eventos veiculados através de fortes meios de comunicação de massa, como a televisão, desconsiderando riscos causados pelo hábito de beber. O consumo de bebidas alcoólicas está freqüentemente relacionado a eventos esportivos e vários símbolos de saúde e sucesso. Estes fatores podem contribuir para o uso abusivo de bebidas alcoólicas entre os adolescentes. Percebemos o aumento cada vez maior no uso e no acesso desses ao álcool. A influência social e muitas vezes familiar tem contribuído muito para o agravante desta realidade.

Os adolescentes que bebem demais enfrentam uma série de riscos, que variam de ferimentos acidentais a morte por envenenamento alcoólico. Em pesquisas a esse respeito, cientistas acrescentaram mais um perigo a essa lista: os danos cerebrais. Estudos preliminares indicam que beber de maneira excessiva regularmente pode danificar os cérebros adolescentes e dos jovens adultos, ainda em estágio de desenvolvimento, e talvez destruir as células cerebrais que ajudam a governar o aprendizado e a memória. Recentes estudos científicos representam as primeiras pinceladas do retrato emergente do álcool sobre o cérebro dos jovens:

  • Exames tomográficos de cérebros de adolescentes que abusam do álcool sugerem danos hipocampo, a região do cérebro responsável pelo aprendizado e memória. Em média, os jovens que bebem pesadamente têm hipocampos 10% menores do que os seus colegas, de acordo com um estudo.
  • Um segundo estudo demonstrou que os adolescentes que bebem demais se saem mal em testes de memória.
  • Tomografias cerebrais de jovens mulheres que beberam pesadamente na adolescência demonstram regiões de baixa atividade cerebral.

Em risco estão pelo menos três milhões de adolescentes norte-americanos que abusam do álcool regularmente. As pessoas brincam com a idéia de que o álcool mata neurônios, diz Duncan Clark, pesquisador do Centro da Universidade de Pittsbugh. "Bem, nesse caso as implicações são bastante sérias". Clark e outros cientistas temem que os adolescentes e jovens adultos que ficam bêbados regularmente sofram danos cerebrais duradouros, o que tomaria mais difícil para eles se sair bem no trabalho e nos estudos. Os críticos alegam que é cedo demais para imputar a culpa pelos danos cerebrais ao abuso do álcool. Eles dizem que muitos adolescentes que bebem demais também usam outras drogas e sofrem outros fatores de riscos capazes de prejudicar seus cérebros. Mas os pesquisadores enfatizam que embora o trabalho esteja ainda em seus primeiros estágios, as evidências se inclinam que muitos norte-americanos jovens favorecem porres pesados, com quatro ou cinco doses de bebida consumida em rápida seqüência.

Uma pesquisa recente da Escola de saúde Pública da Universidade Harvard, em Boston, concluiu que 44% dos estudantes tomam porres ocasionais, e que 74% deles dizem ter passado por essa experiência durante o segundo grau. "Temos um problema sério com o álcool entre os jovens", diz Enoch Gordis, diretor do Instituto Nacional da Saúde, em Bethesda, Maryland. Gordis e outros especialistas dizem que os novos estudos, ainda longe de completos, representam uma advertência de que o álcool pode prejudicar os cérebros dos jovens. "Os adolescentes que bebem demais podem não realizar seu potencial máximo", diz Gordis.

Até recentemente, os pesquisadores acreditavam que o cérebro já havia completado seu desenvolvimento, na adolescência. Agora, os cientistas compreendem que o cérebro realiza importantes avanços até os 20 ou 21 anos de idade. Aaron White, pesquisador do centro Médico da Universidade de Duke, em Durham, Carolina do Norte, e seus colegas estão tentando determinar se isso significa que o cérebro jovem é um alvo especialmente vulnerável ao álcool. A equipe que ele dirige injetou doses de álcool em ratos jovens, o equivalente humano a tomar 12 cervejas em uma noite. Os ratos tiveram um dia de folga, e depois mais uma dose. A equipe manteve esse padrão de