Nome que recebe o conjunto das radiações cujo comprimento de onda, é inferior a 4.000 A. A luz visível, compreendendo o intervalo entre violeta e o roxo, pode ser obtida através da decomposição da luz branca mediante um prisma de quartzo. Além dessa região visível estão as radiações ultravioletas, raios fortemente actínios, utilizados sobretudo em reações fotoquímicas, cuja intensidade pode ser determinada mediante a ionização que provocam. Apesar da sua absorção pela maioria das substâncias, todavia não ultrapassam o ar que contém umidade. Na produção de raios ultravioletas pode-se lançar mão do arco de mercúrio, comumente denominado lâmpada de kromaver. Se esses raios forem produzidos por um arco entre elétrodos de cádmio, as radiações do espectro ultravioleta apresentarão brilho bem mais intenso, em relação às obtidas a partir de outras fontes. Quando os raios ultravioletas atuam sobre a pele ou sobre o ergosterol nas plantas, ocorre a produção de vitamina D. Os raios ultravioletas encontram várias aplicações terapêuticas, sobretudo no combate a certos tipos de bactérias.
As radiações ultravioletas são emitidas por numerosas fontes naturais (Sol, estrelas) ou artificiais, por meio das transições dos elétrons situados nas camadas externas dos átomos. As fontes artificiais são lâmpadas de vapor de mercúrio, lâmpadas de descarga e a radiação síncroton, fornecida pelos aceleradores de partículas. A detecção do ultravioleta é facilitada por sua grande atividade fotoquímica e fotoelétrica. Suas principais aplicações são a iluminação, e reprografia, a microscopia e diversas técnicas de espectrometria.
Os raios ultravioletas tem um considerável poder bactecida, sendo por isso utilizados na esterilização da água.
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