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Amor de Perdição

Trabalho por Carlos Vaz Dias, estudante de Colegial @ , Em 22/04/2003

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Amor de Perdição

(Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco)


Existiam em uma pequena cidade chamada Viseu, duas famílias, os Albuquerques e os Botelhos, possuíam entre si um ódio infernal onde a causa foi uma questão que o juiz Domingos Botelho deu aos Albuquerques uma sentença desfavorável. Mas também existia Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, que se apaixonam ainda em sua fase da adolescência, mas os dois mantém-se fiéis sem dar qualquer importância para as rixas de suas famílias. Teresa não deu atenções as insistências do pai para que casa-se com Baltasar Coutinho e, por outro lado Simão que estudava em Coimbra, retorna a Viseu decidido a resgatar sua amada que era mantida em um convento como castigo de suas teimosias.

Simão não tem a seu favor o apoio de sua família e mantém-se abrigado na casa de João da Cruz, um ferrador, contando com a hospitalidade do ferrador e de sua filha Mariana ele está protegido.
Mariana apaixona-se por Simão, e o ajuda de todas as formas a se comunicar com Teresa. Onde acontece o distúrbio da história é quando se ocorre a morte de Baltasar Coutinho, quando Simão tentava se encontrar com Teresa, aproveitando sua mudança do convento de Viseu para o de Monchique. Baltasar o provoca, e Simão enfurecido com as provocações o mata a tiro e após se entrega a Justiça.

Simão se encontra preso na cadeia da Relação no Porto. Ele foi julgado e condenado à morte na forca, onde passa dias em desespero tendo ao seu lado a companhia de Mariana.

O pai de Simão, Domingos Botelho, era um corregedor e negou ao seu próprio filho a ajuda que só a fez posteriormente quando consegue a mudança de sua pena para um exílio nas Índias.

O fim se dá quando Simão parte para o exílio, Teresa o assiste do Mirante do convento saindo em um navio que o levara, e após isso ela vem a falecer.

Simão não resistiu a perda de Teresa em também morre a caminho do exílio no próprio navio, e Mariana suicida-se abraçada ao corpo de Simão que já fora lançado ao mar.