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A Filosofia Iluminista

Trabalho por Ivan Maziviero de Oliveira, estudante de Colegial @ , Em 22/04/2003

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A Filosofia Iluminista 


Contexto Histórico

Durante a Idade Moderna (1453/1789), a Europa sofreu grandes modificações econômicas, sociais, políticas e culturais.

Economicamente, a descoberta e a exploração dos novos continentes condicionou a formação dos impérios coloniais. No plano político, ocorreu o apogeu do Estado absolutista, o qual era apoiado pelo clero católico, pela nobreza cortesã e, na sua fase inicial, pela burguesia. O mercantilismo foi a política econômica do Capitalismo, em sua fase primitiva. No plano social, a burguesia consolidou-se como classe social. No plano ideológico, o Renascimento e a Reforma Protestante negaram a cultura medieval, religiosa e aristocrata e propiciaram o nascimento de uma cultura leiga e burguesa.


Introdução

O Iluminismo foi o movimento filosófico de oposição ao Antigo Regime que propunha a construção de um mundo baseado na razão.

Suas origens estão vinculadas à chamada Revolução Científica do século XVII, que se apoiava nas teorias de Galileu Galilei, de René Descartes e de Isaac Newton, sendo que, René Descartes é considerado o fundador do racionalismo moderno. Para ele, era necessária a valorização da razão para se atingir a verdade.

O Iluminismo ou Ilustração foi então, o movimento de renovação filosófica e intelectual, que teve sua maturidade na França. A partir do século XVIII, recebeu a alcunha de Século das Luzes. Isso provocou grandes transformações econômicas, sociais, e políticas.


Características e principais pensadores

Os pensadores iluministas combatiam: o misticismo, a ignorância, o absolutismo, a Igreja Católica, a intervenção do estado na economia, os privilégios e as tradições. Os principais pensadores foram: Locke, Montesquieu, Voltaire e Rousseau.

  • John Locke (1632-1704)
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Sua teoria política está principalmente exposta no Segundo Tratado do Governo Civil. Em essência, sua obra defende a idéia de governo limitado, que justificava o governo estabelecido na Inglaterra após a Revolução Gloriosa. Locke condenou o Absolutismo, denunciando a monarquia despótica.

Para Locke, o ideal seria que o estado não existisse; porém, se isto ocorresse, os mais fortes oprimiriam os mais fracos. Podemos afirmar então (levando em consideração a Teoria de Locke) que o Estado é um mal necessário, pois ele existe para defender a vida, a saúde, os bens e a liberdade dos cidadãos.

  • Montesquieu (1689-1755)

"É uma verdade eterna: qualquer pessoa que tenha o poder tende a abusar dele. Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder." (Montesquieu. O Espírito das Leis.)

Charles Louis de Secondat, barão de Montesquieu, escreveu diversas obras; dentre elas podemos destacar: Cartas Persas (sátira da sociedade francesa) e o Espírito das Leis, obra que defende a teoria da tripartição dos poderes: executivo, legislativo e judiciário.

  • Voltaire (1694-1778)
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Polemista vigoroso, crítico da religião e da monarquia, François Marie Arouet, chamado Voltaire, nasceu em Paris.

Voltaire era um crítico contundente da Igreja Católica e quase sempre concluía sua correspondência, com a frase "Écrasez I´infâme" (Esmagai a infame).

Isso não quer dizer que Voltaire fosse ateu. Para ele, as massas deveriam temer alguma coisa superior. Por isso ele dizia: "Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo."

  • Jean Jacques Rousseau (1712-1778)
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Popular, o suíço Rousseau foi um personagem polêmico, amado por muitos e odiado por outros tantos.

Na obra Discurso sobre as Ciências e